A ordem natural das coisas.

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Buteco do Flamengo – Eu me programei para
escrever um texto comparando taticamente a partida de Manaus com a de ontem,
qualquer que fosse o resultado. Pensei em celebrar um pouco o clássico,
respeitar a liderança do adversário e sua boa campanha na Taça Guanabara, mas a
verdade é que quando se tem pela frente um adversário como o Vasco, é
impossível o jogo não ter como destaque o componente emocional. E isso é
espetacularmente divertido. Teve de tudo: narrador dizendo que o Flamengo abriu
o marcador por causa da chuva, jogadores, membros da comissão técnica e
dirigentes do adversário se exasperando e pressionando a arbitragem para que o
jogo fosse cancelado durante a (correta) paralisação; árbitro expulsando um
jogador a mais do Flamengo, sem merecer (Paulinho), para compensar a justa
expulsão de dois jogadores do adversário; teve cartão amarelo bizarro pro Marcelo
Cirino no início da partida, mas no final prevaleceu a ordem natural das
coisas. O adversário se descabelou, fez um escândalo e perdeu, sucumbindo como
sempre.

***
Quanto ao jogo, achei que a estratégia do
treinador Doriva, do adversário, ao aquecer o time no vestiário antes da volta
para a continuação do primeiro tempo, após a paralisação por conta da chuva,
acabou se revelando muito bem sucedida. O comentarista Álvaro de Oliveira
Filho, da CBN, no comentário pós-jogo, falou no Flamengo esperando o Vasco por
15 (quinze) minutos dentro de campo. Não sei se foi tudo isso, mas foi evidente
que o Vasco voltou melhor e o gol foi consequência da pressão e melhor
distribuição em campo no restante do primeiro tempo pós-chuva, além do
aproveitamento de sua jogada ofensiva mais forte – a bola aérea. Toda essa
pressão foi viabilizada porque estava mais aquecido. Ao menos foi a minha
impressão.
Voltaram as equipes do intervalo e o Flamengo
se mostrou superior. O gol não foi obra do acaso. A entrada de Everton,
formando um lado esquerdo de ataque fortíssimo com Pico e Cirino, fez a
diferença. Ponto para Luxemburgo. Guiñazu talvez tenha cometido o pênalti mais
claro e escandaloso de toda a história do clássico, mas está no DNA vascaíno
reclamar da arbitragem contra o Flamengo. Acho até que deveria fazer parte do
pacote de produtos e serviços oferecido ao torcedor, influindo no preço dos
ingressos. Se pensarmos bem, o clássico entre Flamengo x Vasco da Gama se
descaracterizaria e perderia a graça sem esse componente. É uma atração a
parte, sem dúvida alguma, assim como a forma emocional como se comportam os
vascaínos nesse confronto.
Após a entrada de Paulinho, o Flamengo teve
contra-ataques nos quais poderia ter definido a partida e até ampliado o
placar, talvez goleando. Luxemburgo deve prestar muita atenção neste ponto.
Gostaria ainda de destacar as atuações de Canteros, que por pouco não deixou o seu
em pelo menos duas definições importantes dentro da área, e de Alecsandro, que
estava em seu dia, pôde ser oportunista e cobrar o pênalti com categoria,
decidindo um importante clássico.
***
Preocupa-me o cenário de 2016 sem Maracanã e
Engenhão durante as Olimpíadas. Tenho a mais absoluta certeza de que o Luiz
Filho destrinchará esse assunto com toda a propriedade, mas o que quero saber
d@s amig@s do Buteco, além de suas impressões a respeito da partida (é claro),
é qual seria a solução para o mando de campo do Flamengo durante esse período:
a) jogar em outras praças, fora do Estado do Rio de Janeiro? b) aproveitar um
estádio dentro do próprio estado e ampliá-lo com arquibancadas tubulares? Nesse
caso, qual seria o estádio ideal? Ilha do Governador? Caio Martins? Edson
Passos? Moça Bonita? Italo Del Cima? A própria Gávea? Outra opção? c) Ou
simplesmente aproveitar os estádios de Volta Redonda e Macaé?
Observem que trato da solução contingencial e
emergencial para o extraordinário contexto de parte do ano de 2016, o que não
prejudica e nem se confunde com a discussão a respeito da construção do estádio
próprio.
***
Quarta-feira tem Bangu no Maracanã, sem
Paulinho e Pico, expulsos, além de Canteros, que recebeu o terceiro cartão
amarelo. Mandem a escalação ideal para o Mais Querido somar três pontos.
Bom dia e SRN a tod@s.

Gustavo Brasília

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