Tribunal ameaça e manda recado ao Flamengo.

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Extra
Globo – Censurado e intimidado, Vanderlei Luxemburgo vai ter de dar um passo
atrás e tirar algumas vírgulas — ele disse que não tiraria nenhuma — das
críticas à Federação de Futebol do Rio (Ferj) se não quiser ser denunciado
outra vez. O treinador do Flamengo pegou dois jogos de suspensão ontem e ainda
ouviu ameaças do presidente da Comissão do Tribunal de Justiça Desportiva que
julgou as declarações do rubro-negro, por enquanto fora do clássico com o
Fluminense.

— Que
sirva de alerta. Uma palavra mal colocada pode complicar a vida de muita gente.
Esse ódio incitado pode levar a consequências incalculáveis — alertou o
ex-presidente do TJD-RJ Antonio Vanderlei, que presidiu a sessão de ontem.
O
julgamento foi uma clara resposta da Ferj ao Flamengo. O clube vai recorrer ao
Pleno do TJD somente para constar e encaminhar recurso ao mesmo tempo ao
Superior Tribunal de Justiça Desportiva para que o treinador esteja à beira do
gramado domingo. Mas o pouco tempo hábil pode fazer com que o efeito suspensivo
libere Vanderlei para Fla-Flu e o tire de jogos finais.
— Eu
vou ao STJD, mesmo que ele tenha que cumprir alguma decisão. Vou estudar se há
como fazer isso antes do jogo. O resumo desse julgamento é que não pode
criticar a Federação — disse o advogado Michel Asseff Filho.
Espécie
de atirador de elite na guerra entre Federação e Flamengo, Luxemburgo teve o
perfil dissecado pelos auditores, que o caracterizaram como “polêmico” e viram
o uso do termo “porrada na Federação” como forma de botar “lenha na fogueira”.
A
Justiça comum invalidou o artigo do regulamento que previa multas em caso de
críticas ao Estadual, mas na prática a punição aos estragos à imagem da
Federação é possível. Não mais com multa, mas em campo. A Lei da Mordaça está
em vigor.
TJD ameaça mas nega mordaça
A
procuradoria do TJD-RJ deixou claro que qualquer nova crítica desmedida será
alvo de denúncia. Enquanto o relator do caso, Márcio Alvim, tentava
descaracterizar a suposta incitação à violência lembrando que não houve
protestos contra a Ferj nos jogos do Flamengo, o presidente da Comissão,
Antônio Vanderler, o interrompeu:
— Não
há a mordaça.
Os
próximos dias vão confirmar se a punição fará os departamentos jurídico e de
futebol do clube recuarem no apoio ao treinador e recomendarem mais cautela nas
declarações sobre a Ferj.

Depois
de obter a gravação da entrevista coletiva em que Luxemburgo faz críticas à
Federação e cobra de jornalistas “porrada” na entidade, a defesa do Flamengo,
através do advogado Michel Assef Filho, preferiu que o treinador não fosse ao
julgamento. Vanderlei aproveitou a folga no futebol para ir ao médico em São
Paulo e evitou novo embate no TJD-RJ.

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