Zé Ricardo muda cenário sub-20 do Fla e recusa até Seleção.

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tecnico sub-20
Globo Esporte – Quando Zé Ricardo assumiu o
sub-20 do Flamengo, a equipe estava desacreditada. Havia perdido por 7 a 0 para
o Fluminense no Campeonato Carioca, ficou de fora das duas decisões de turno em
2014 e sofria críticas de todos os lados por não revelar jogadores para os
profissionais. Três meses depois dele assumir, o cenário é outro.
Sob o comando dele, o Flamengo disputou 23
partidas. Perdeu apenas uma, para o Atlético-PR, pelo Brasileiro Sub-20.
Conquistou a Taça Octávio Pinto Guimarães ao vencer o Botafogo na final, está
há 17 jogos invicto e impressiona pela consistência tática, armado no 4-1-4-1.
O técnico explica a razão da escolha:
– No 4-1-4-1, há como variar taticamente para o
4-4-2, ou para o 4-2-3-1 com facilidade, sem precisar mudar as peças de jogo. O
entendimento é fácil para os atletas. Acho que é o futuro. Você vê lá fora
meio-campistas que começaram a jogar mais à frente, porque os espaços reduziram
muito e é fundamental haver qualidade no meio.
Zé Ricardo, 44 anos, tentou a carreira de
jogador como zagueiro do Olaria e do São Cristóvão. Parou nos juniores, foi
jogador de futsal até os 25 anos e teve a oportunidade de treinar o Vila
Isabel, time tradicional de futsal do Rio de Janeiro, aos 21 anos. Em 1998, foi
para o Flamengo, levado por Anderson Barros. Ficou por anos no futsal do
Flamengo e migrou para o campo em 2005, para assumir o mirim. Saiu em 2008,
passou três anos no Audax-RJ e voltou em 2012, para comandar o sub-15. Em
novembro de 2014, assumiu o sub-20.
Além da questão tática, Zé Ricardo é conhecido
também por ter um perfil educador. Professor da rede municipal de ensino e
ex-técnico do time sub-15 (a geração 2000 do clube, que não perde desde 2011),
ele faz questão sempre de pedir para seu time respeitar o adversário, mesmo
quando está goleando. Foi assim no 5 a 0 contra o Corinthians, na final da Copa
Amizade Sub-15 em 2014.
– A melhor maneira de você respeitar o
adversário é jogar sempre sério. Há um colega do outro lado, e jogadores que
amanhã podem estar aqui. Então é fundamental que sempre haja essa conduta –
explica.
O trabalho foi recompensado com um convite para
treinar a Seleção sub-15, recebido no início do mês e recusado.

– Foram as 48 horas mais difíceis da minha
carreira profissional. Não é nenhum demérito à categoria sub-15, até porque é e
continua sendo um sonho. Mas pela confiança que o Flamengo me deu, e a
percepção de que o clube evolui em todos os setores, decidi ficar. Foi uma
escolha complicada, e eu decidi com meu coração – conta.

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