Kleber Leite se diz ‘estarrecido’ com denúncia a Wallace.

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Kleber
Leite – Aprendi com os meus mestres de vida que a vaidade dentro de um certo
limite, é até saudável. O problema é quando passa do ponto…

Leio
estarrecido que o procurador do TJD, cujo nome não sei (vou apurar) e, talvez
aí esteja o ponto crucial da questão, vai denunciar o zagueiro Wallace, do
Flamengo, por declarações desrespeitosas ao árbitro do jogo de ontem. Segundo o
procurador geral do TJD-RJ, André Valentim (acabo de apurar o nome), as
declarações de Wallace foram desrespeitosas e, somente aguarda ele o
recebimento da súmula para entrar com a denúncia. Vamos ao desabafo de Wallace:
“O que se fez hoje foi uma molecagem. Não estou falando que houve
favorecimento, mas ele tem que ser imparcial. Falta que deu lá, ele tem que dar
cá”. Isto me remete ao depoimento de Vanderlei Luxemburgo que foi punido por
dizer que a imprensa deveria ”dar porrada” na Federação. Ora, todos sabem que o
“dar porrada” quer dizer “criticar” a Federação. Nada além disso.  Da mesma forma a “molecagem” poderia ser
“sacanagem”, “estar de brincadeira”, e por aí vai… Para tornar ainda mais claro
que nada houve de desrespeitoso no depoimento do zagueiro do Flamengo, a
sequência da frase o absolve: “não estou falando que houve favorecimento”.
Wallace se referiu apenas a uma possível falta de critério. Onde está o
desrespeito?
Ou
será que não se pode comentar se houve ou não critério nas decisões de uma
arbitragem? De minha parte, considero Wallace um bom zagueiro e um péssimo
analista de arbitragem. Na verdade, se houve algo positivo na arbitragem de
ontem, foi o critério. Como na primeira falta violenta, que merecia expulsão,
ele deu cartão amarelo, todas as outras, inclusive as também violentas,
mereceram o mesmo cartão amarelo.  Desta
forma, o máximo que o procurador do TJD deveria fazer, era propor um curso
intensivo de análise de arbitragem para o jogador do Flamengo. De resto, querer
aparecer, também requer um mínimo de talento e senso de oportunidade…
Alô Rubinho!!!
Mais
uma vez está ficando claro para mim que a fórmula ideal para o estadual é muito
simples. Primeiro, um campeonato entre os clubes pequenos, onde quatro equipes
se classificariam para uma etapa final, junto aos quatro grandes. A partir daí,
11 datas. Os oito clubes divididos em dois grupos de quatro. Primeiro turno,
jogos dentro do mesmo grupo, ou seja, três jogos para cada time. No segundo
turno, jogos cruzando os grupos, ou seja, quatro jogos para cada time. As
semifinais, em apenas um jogo e a final em dois jogos. Campeonato enxuto,
emocionante, rentável e que vai deixar vontade de “quero mais”, como tudo que
quer ter vida longa, precisa. E aí sim haveria tempo para um Rio-São Paulo que,
na minha opinião, depois do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, seria o
mais importante torneio do país. A Região Nordeste deu o exemplo. Os jogos
deficitários dos estaduais de lá foram substituídos por grandes clássicos na
Copa do Nordeste. Ontem, a semi-final entre Bahia e Sport Recife, na Fonte
Nova, teve mais do que o dobro da média de público das semifinais aqui do Rio.
A hora de mudar é essa!!!

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