Antes sinônimo de bagunça, Fla vira exemplo de gestão.

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Terra
– “Algum tempo atrás, o Flamengo só seria citado como exemplo negativo”, brincou
Eduardo Bandeira de Mello, presidente da agremiação rubro-negra, sobre a ótima
recepção que a gestão da equipe teve durante a Business FC, evento ocorrido em
São Paulo na última segunda-feira que reuniu profissionais do futebol e
especialistas em gestão e marketing. Hoje, a equipe carioca é o modelo atual de
gestão a ser seguido, na opinião da maior parte dos palestrantes.

“Algum
tempo atrás, o Flamengo só seria citado como exemplo negativo”, brincou Eduardo
Bandeira de Mello, presidente da agremiação rubro-negra, sobre a ótima recepção
que a gestão da equipe teve durante a Business FC, evento ocorrido em São Paulo
na última segunda-feira que reuniu profissionais do futebol e especialistas em
gestão e marketing. Hoje, a equipe carioca é o modelo atual de gestão a ser
seguido, na opinião da maior parte dos palestrantes.
Tal
modelo teve início em 2013, quando Mello assumiu a presidência. O Flamengo,
famoso durante os últimos anos por não se comprometer no pagamento de suas
dívidas, tomou a atitude de trabalhar com um orçamento fixo, capaz de
estabilizar a sua situação financeira, mesmo que tenha reflexo na equipe de
futebol.
“No
início da nossa gestão vocês acompanharam aquela situação, todos os ajustes que
tivemos que fazer, absolutamente dramáticos, que de uma certa forma se prolonga
até hoje, mas em uma situação um pouco melhor. Conseguimos as certidões
negativas, hoje o Flamengo paga os seus compromissos religiosamente em dia”,
disse Bandeira em entrevista ao Terra.
A
atitude foi vista como um exemplo pelos participantes da Business FC. Na visão
dos palestrantes, o “espírito aventureiro” de alguns dirigentes, que preferem
montar um time campeão a estruturar a dívida dos clube é um dos principais
problemas na hora de se avaliar a gestão de longo prazo das equipes
brasileiras.
De
acordo com os especialistas, a preocupação com um orçamento que não seja
deficitário é o maior trunfo do Flamengo na atualidade. A equipe rubro-negra
foi a única a reduzir o seu endividamento em 2014.
“Assumimos
em 2013 em um momento tão difícil para o clube. Queria agradecer a todos os
elogios que tenho recebido durante o dia aqui. É muito bom ver o Flamengo agora
como bom exemplo, quando antes era justamente o contrário”, disse Mello ao
receber um dos três prêmios que o Flamengo ganhou durante o dia: melhor gestão,
transparência financeira e melhor CEO.
Inclusive
o diretor-executivo do clube foi outro protagonista no evento. Fred Luz falou
no painel que destacou até que ponto os Estaduais são importantes no futebol
brasileiro. Líder ao lado do Fluminense do movimento que contestou a atuação da
Ferj no Campeonato Carioca , o Flamengo luta para unir os clubes do Estado. Luz
comparou o seu clube a um “trem pagador”, já que os grandes públicos que leva
ao estádio dá uma grandiosa renda para a federação carioca e pediu mudanças no
modelo dos Estaduais.
“O
ideal seria um Estadual mais longo para os pequenas e de torno de um mês para
os grandes. Assim eles teriam tempo de participar de eventos que incrementam as
receitas (amistosos internacionais)”, disse Fred.

“Os grandes poderiam ter um
excesso de receitas que posteriormente poderia ser repassada em parte para os
pequenos. Imagino que neste modelo eles poderiam dobrar ou triplicar as suas
receitas”, argumentou.

Como
fazer os outros clubes aderirem a um modelo semelhante ao flamenguista, de
acordo com os presentes no evento, a Medida Provisória que visa o
refinanciamento fiscal dos clubes é um primeiro passo. Para que as equipes
consigam refinanciar as suas dívidas com o governo, precisam aceitar mudanças
no modo de gestão como o fair play financeiro e punições aos clubes que não
honrarem os seus compromissos com os seus jogadores.
“A MP
é um marco zero da profissionalização dos clubes. O fair play financeiro é na
verdade uma proteção aos clubes. Para evitar que o torcedor amanhã não pedir
jogador depois de perder três jogos. É educar o torcedor que se isso acontecer
não adiante contratar um jogador porque o clube tem que trabalhar dentro  de um planejamento”, afirmou Toninho
Nascimento, ex-secretário de futebol do Ministério dos Esportes .

Quem
largou na frente neste “marco zero”? O Flamengo.

“Acho que é um projeto que vai
ser extremamente positivo, é claro que a MP requer alguns aperfeiçoamentos,
isso é natural com toda medida que volta ao Congresso. Tenho certeza que o  cerne da questão será mantido, as
contrapartidas serão mantidas, e o Flamengo pode se orgulhar de cumprir todas
elas”, avaliou Bandeira.

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