Entrevista com, o mito, Bujica.

Compartilhe esta notícia
Blog
Urubuzada – Bujica, atacante formado nas categorias de base do Flamengo, atuou
na categoria profissional nos anos de 89 e 90 marcou os dois gols na épica
vitória sobre o Vasco em 5 de novembro de 1989.
Conversamos
com esse mito. Segue o papo abaixo:
BU: Você é capixaba da cidade de Cachoeiro
do Itapemirim, como foi a sua infância lá?
B:
Tive uma infância muito boa principalmente porque na época, se podia brincar na
rua sem medo, e minha brincadeira preferida sempre foi jogar bola.
BU: Já torcia para o Flamengo na infância?
B:
Nasci torcendo pelo Flamengo.
BU: Como você começou no futebol?
B:
Comecei a jogar futebol na escolinha do Estrela com o seu Zezinho. Fizemos um
amistoso no Rio e nesse jogo fui visto pelo Doutor Adail Braga que era diretor
da base do clube e me convidou a fazer um teste no infantil do Flamengo e fui
aprovado pelo seu Dida, meu primeiro treinador no Fla, cheguei ao clube em
1984.
BU: Como foi a adaptação?
B: A adaptação
foi tranquila, morava com colegas de outras partes do pais e nos
ajudávamos
muito.
BU: As categorias de base da época eram
muito diferentes das atuais?
B:
Eram sim, tínhamos que ser bons para conseguirmos estar nas equipes, hoje o
conceito é mais comercial, os empresários tem dominado a base de muitos clubes
do futebol brasileiro.
BU: Como foi a transição da base ao
profissional?
B: Tínhamos
sido campeões carioca de juniores em 89 e fiz os 2 gols da final, viajei a
Cachoeiro para ver meus pais e um dia depois chegou um telegrama pedindo pra eu
voltar, porque o Telê tinha me chamado pra treinar no profissional. Foi muito
fácil a adaptação porque o profissional na época só tinha feras, e o principal
era o Zico e ele e todo o grupo abraçavam de verdade todos os jogadores que
chegavam da base, o apoio era muito grande e ficávamos muito a vontade, claro
que tínhamos que fazer por merecer o apoio deles.
BU: 5 de novembro de 1989 – Flamengo x
Vasco – Durante a semana antes do jogo se falou muito do favoritismo vascaíno.
Como o grupo do Flamengo se sentia diante desse favoritismo que a impressa
atribuiu ao outro lado?
B: A
semana antes do jogo foi tranquila, o que a diretoria e jogadores do vasco
falavam só nos motivava e o que líamos, víamos e ouvíamos só contribuiu para
termos um bom desempenho no jogo, cometeram um único erro, esqueceram-se que o
Flamengo tinha ZICO e JÚNIOR, e outras feras, eu estava tranquilo, meus
companheiros me deixaram tranquilo pro jogo.
BU: Imaginou decidir?
B:
Imaginei fazer uma boa partida e decidi-la foi melhor ainda.
BU: E como eles reagiram diante da
exibição de gala do Flamengo? Chegaram a “apelar”?
B: Os
jogadores do vasco ficaram perdidos em campo, não apelaram porque não acharam a
bola (rsrsrs).
BU: Você tinha noção de que tinha acabado
de escrever seu nome na história do Flamengo?
B: Não
tinha a noção de que entraria pra história do clube.
BU: No ano de 1989 o então candidato à
presidência, Fernando Collor tinha como slogan de campanha a caça aos
“marajás”. Depois desses dois gols você foi apelidado pela torcida de O CAÇADOR
DE MARAJÁS. Curtiu o apelido?
B:
Lidei bem com o apelido. Sempre mantive meus pés no chão, hoje sou do mesmo
jeito que era quando jogava.
BU: Por que saiu do Flamengo?
B: Sai
porque fui vendido ao botafogo e sem me perguntarem se eu queria, sai muito
magoado por não ter sido consultado.
BU: E hoje, como é o Bujica torcedor do
Flamengo?
B:
Hoje sou torcedor mesmo e muito critico (kkkk). Agradeço o espaço, e mando um abraço
para toda NAÇÃO RUBRO-NEGRA.
Por:
Roberto Conde

COMENTÁRIOS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here