Guerrero frustra, sai de maca e chora com eliminação.

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ESPN
– Sem caô. Guerrero pisou no gramado do Maracanã empolgado. Imaginava ser o seu
grande dia. Entrou agitado, procurando jogo. Queria corresponder à expectativa.
Durante a semana, o atacante chegou a provocar o rival, de forma até sadia.
Disse querer “passar por cima” do Vasco. Perguntado sobre o placar da
partida, mandou o caô para a galera: arriscou 3 a 0 para o Flamengo. Se
possível, com todos os três anotados por ele. Guerrero até comemorou um gol
logo com cinco minutos. Um momento de alegria na decepção amarga que teria de
encarar depois.
No
cruzamento de Jorge, o peruano se posicionava bem na área, esperando um rebote.
A bola bateu na canela de Madson e estufou a rede, em um gol contra. Guerrero
ergueu os dois braços para celebrar. 1 a 0. Faltavam dois gols para sua
previsão. Mas ela não veio. Maior caô. Com 16 minutos, Serginho, do Vasco, o
atropelou em lance de disputa de bola envolvendo também Guiñazu e Everton. Com
Guerrero caindo, ainda no ar, o volante vascaíno segurou o pé direito do camisa
9 rubro-negro. O corpanzil do peruano caiu no chão, o pé ficou estirado. O
tornozelo torceu. Dor intensa. Cara de desconforto. Ele deixou o gramado.
Atendido
rapidamente pelos médicos rubro-negros, o jogador até voltou em campo. Tentou,
na verdade. Ele mancava visivelmente, causando apreensão na massa que lotava a
arquibancada na esperança de vê-lo ser decisivo. Não deu. Uma tentativa de
pique, o tornozelo direito estava de caô e o traiu novamente. Não havia mais
como permanecer em campo. Guerrero, literalmente, desabou. O médico do clube,
Márcio Tannure, fez avaliação rápida. Não havia mesmo como ficar em campo.
Sinalização de substituição, Paulinho aqueceu.
Guerrero
saiu deitado na maca, num cenário bem diferente do que idealizou ao longe da
semana. Mãos no rosto, lamentação. E choro. Segundo relatos de quem acompanhou
sua descida para o vestiário na maca, a lamentação era proporcional à
expectativa do artilheiro em seu confronto decisivo contra o maior rival.
“Esse
jogo era meu, esse jogo era meu”, repetiu, segundo relatos, Guerrero ao
descer de maca para o vestiário.
Caô.
Não foi dele. Do vestiário, ele viu o Vasco empatar a partida em 1 a 1 e levar
a vaga para São Januário. Sem caô. Acompanhado de um assessor, o atacante
deixou o Maracanã com o tornozelo direito imobilizado e amparado para caminhar.
O futuro próximo é cercado de dúvidas. No primeiro confronto decisivo com a
camisa rubro-negra, Guerrero não conseguiu ir até o fim. O fim do caô fica para
a próxima.

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