A. Póvoa fala de reformulação no Basquete do Flamengo.

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GARRAFÃO
RUBRO-NEGRO – Reestruturação do basquete rubro-negro e a preocupação de se
deixar um legado para o clube. O blog Garrafão Rubro-Negro conversou com
Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, que fez uma
análise do que foi feito no basquete do clube nas duas últimas temporadas.
“Na
verdade, na avaliação das duas últimas temporadas sobre o basquete apontava
para uma grande evolução dentro da quadra (hendeca carioca, tri da NBB, campeão
da Liga das Américas e Campeão do Mundo). Esse crescimento veio com a evolução
da estrutura fora da quadra – grande reforma no Hélio Maurício e nossa academia
de força na Gávea. Além disso, no aspecto do orçamento sustentável da equipe,
avançamos em um modelo misto de patrocínio direto e Lei de Incentivo. Na nossa
avaliação, nossos pontos frágeis eram as categorias de base no aspecto de
formação de jogadores e no espetáculo do jogo de basquete como um todo. No
primeiro ponto, traçamos, junto com as comissões técnicas, um planejamento de
longo prazo para a reformulação das categorias de base. Esse é um trabalho de
longo prazo, mas que precisava começar um dia. No segundo item, começamos a
atuar em diversas frentes: a confecção de um mascote, uma melhor preparação
visual nos ginásios do Tijuca e na Gávea e promoções durante os jogos. Ainda
estamos evoluindo, precisamos melhorar a comunicação com os torcedores o que
está sendo um desafio já que, infelizmente, a imprensa esportiva brasileira
tomou a decisão de praticamente concentrar todos a sua atenção no futebol,
abandonando os esportes olímpicos, mesmo com a Rio2016.”
Póvoa
abordou o preço que o time adulto vem atravessando nessa temporada devido a
reformulação que acabou sendo necessária.
“O
processo de reformulação da equipe foi o preço pago do enorme sucesso que o
basquete teve nas últimas temporadas. Campeões do mundo são poucos, sobretudo
para times da América do Sul. Natural que a Europa e agora até a NBA, sobretudo
em um momento de fragilidade de nossa moeda, busquem atletas que ganharam tudo.
Cabe, a quem comanda e dirige a equipe buscar soluções, é assim em qualquer
time vitorioso do planeta. Não resta dúvida que perder quatro jogadores de
altíssimo nível e já entrosado, é um fato negativo. No entanto, olhando o copo
“meio cheio”, não sofreremos uma espécie de problema que chegou a nos afetar no
meio da temporada passada – motivar uma equipe que havia ganhado tudo que
disputou, além de ter jogado em alto nível contra times de NBA. Os atletas
novos serão indutores naturais dessa motivação de voltarmos a ganhar tudo.
Adicionalmente, até porque sabíamos que a reposição com jogadores de mesmas
características seria muito difícil (sobretudo com o dólar a R$ 4), planejamos
um elenco que vai jogar de forma diferente do passado. O fator-surpresa é
fundamental para vencermos um quarto título seguido, em um campeonato onde
certamente serão catorze times contra a gente. Formamos agora um grupo
experiente, com um misto da base da equipe de outros anos e de jogadores
rodados no mercado europeu. Uma equipe mais “pesada”, talvez menos talentosa
que a do último ano e com menos atiradores de fora, mas com superior poder de
marcação, rebote e potencial ofensivo no garrafão. Estamos animados com essa
nova formação, mas é claro que o entrosamento requer tempo. Além disso, estamos
falando em esporte coletivo, não basta apenas contratar bons jogadores.
Precisamos de uma sinergia dentro e fora da quadra como alcançamos nos últimos
anos. O mais importante, para tudo dar sempre certo, é continuarmos sendo
sempre o Orgulho da Nação. ”

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