Candidatos do Flamengo buscam apoio e rechaçam ‘voto útil’.

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UOL
– A 20 dias da eleição presidencial do Flamengo, os candidatos Eduardo Bandeira
de Mello (Chapa Azul), Wallim Vasconcellos (Chapa Verde) e Cacau Cotta (Chapa
Branca) buscam as últimas alianças antes de os associados irem às urnas em 7 de
dezembro. Apesar da liderança do atual mandatário nas pesquisas, os
concorrentes descartam o chamado “voto útil” no pleito.
Wallim
Vasconcellos e Cacau Cotta sonham em surpreendê-lo e comandar o Rubro-negro no
triênio 2016-17-18. Mas caso não seja possível triunfar, compor a oposição
efetiva nos conselhos do clube é o mínimo esperado. Desta forma, mesmo que uma
chapa supere a outra no decorrer da votação, os envolvidos não acreditam em
troca de preferências em cima da hora na briga contra a atual administração.
“Ele
[Cacau] pensa muito no voto útil de quem não quer o Eduardo como presidente.
Nós não pensamos assim. Pensamos que, se você está feliz com o que aconteceu
até agora, tem que votar em nós. Não queremos o voto de rejeição ao Eduardo.
Queremos dizer: o que foi feito de bom na gestão foi feito por quem? Foi o
Eduardo que fez? É um discurso difícil de fazer [que os membros da Chapa Verde
são responsáveis pelos méritos]. Mas é verdade”, afirmou o candidato ao
cargo de vice-presidente pela Chapa Verde, Rodolfo Landim.
A
chapa vencedora na eleição conquista 48 cadeiras no Conselho de Administração e
120 no Conselho Deliberativo. A segunda colocada recebe 12 vagas no
Administração e 30 no Deliberativo. Cacau Cotta abordou a prática comum do
“voto útil” em eleições de clubes, porém, mostrou-se descrente da
repetição do hábito no Flamengo.
“As
duas candidaturas têm o mesmo DNA. Tanto faz votar nas chapas Azul ou Verde. As
pesquisas mostram que o associado não vai migrar até pelas diferenças entre as
propostas. A nossa linha ideológica de pensar o Flamengo é completamente outra.
Se o que acontece no clube for bem avaliado pelo sócio, tudo bem. Mas o voto
para quem considera ruim o trabalho do remo ao futebol só pode ser na Chapa
Branca. Não vejo como acontecer tanto deslocamento de voto assim. A diferença é
gritante entre uma coisa e outra”, explicou.
Enquanto
projetam a votação, os candidatos buscam apoios decisivos na reta final.
Bandeira tem ex-dirigentes importantes do clube ao seu lado e a proximidade de
Márcio Braga, cujo grupo está com Wallim Vasconcellos. Patricia Amorim é uma
incógnita, embora nos bastidores da Gávea seja dada como certa a adesão da
ex-presidente ao grupo de Eduardo, caminho que Kleber Leite assumiu
publicamente.
Wallim
e Cacau também já anunciaram os nomes que farão parte das diretorias em caso de
vitória nas urnas. Na Chapa Verde, Rodolfo Landim será o vice-presidente geral
e de futebol, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, responderá pelo marketing, Rodrigo
Tostes pelas pastas de finanças e administração, Gustavo Oliveira ficará com a
comunicação, Adalberto Ribeiro comandará o gabinete da presidência e Walter
D´Agostino cuidará do patrimônio histórico. Outros três nomes foram
confirmados: Raul Bagattini (Remo), Artur Rocha (Planejamento e Orçamento) e
Lysias Itapicuru (Fla-Gávea).
Os
dirigentes escolhidos pela Chapa Branca são os seguintes: Marcelo Faulhaber
(planejamento e finanças), Arnaldo Cardoso Pires Filho (marketing), José Carlos
Freitas (diretor executivo geral), Renato Ludwig (administração), Yuri Sahione
(relações externas), José Pires (tecnologia da informação) e Luiz Mairovitch
(Fla-Gávea).

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