Crefisa detona Palmeiras e ameaça patrocinar o Flamengo.

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LANCENET
– Leila Pereira, dona da Crefisa e da FAM, as duas maiores patrocinadoras do
Palmeiras, está muito incomodada com o presidente Paulo Nobre. A parceira do
Verdão soube nesta sexta que o clube cogitava lançar uma camisa retrô com a
marca da Parmalat estampada, e considerou o projeto uma “falta de
lealdade”, a ponto de ameaçar romper a parceria caso a ideia seguisse
adiante. O contrato assinado entre as partes vai até o fim de 2016, quando se
encerra a gestão Nobre.
– Eu
recebi hoje um e-mail do (Marcelo) Puggina (assessor especial do Palmeiras),
que é o porta-voz do Paulo, dizendo que a Adidas procurou o Palmeiras para
fazer uma edição limitada da camisa da Parmalat, e iria estampar a marca da
Parmalat. Isso é uma falta de lealdade, falta de escrúpulo com o patrocinador,
é motivo para rescisão de contrato. O patrocinador master é a FAM e a Crefisa,
investimos quase R$ 100 milhões no Palmeiras, estamos reformando a Academia
agora e o Nobre vem com essa proposta indecente? Acham que a gente é trouxa? –
detonou Leila Pereira, em contato com a reportagem do LANCE!.

Para continuar assim, eu largo o Palmeiras e vou para o Flamengo, que dá muito
mais visibilidade – emendou.
O
projeto era fazer uma camisa da linha casual da Adidas. O L! apurou que a ideia
partiu do Palmeiras, e a fornecedora de material esportivo, que recentemente
renovou seu contrato até o fim de 2016, aceitou. Depois, o clube recuou. Via
assessoria de imprensa, o Verdão confirmou a existência do projeto, mas disse
que foi sugestão da empresa.
“Sobre
o episódio relacionado à sugestão da Adidas de criar uma camisa alusiva ao
uniforme do Palmeiras de 1992, o papel do clube foi de, tão somente, repassar
uma consulta da sua fornecedora de material esportivo à Crefisa, a fim de obter
o seu parecer sobre a ideia. Tão logo fomos informados de que nosso principal
patrocinador não concordou com a sugestão, que se tratava da criação de uma
camisa de passeio (casual), em quantidade limitada e que levava o logotipo da
Parmalat, encerramos a discussão e vetamos o prosseguimento do projeto.
Reiteramos nossa gratidão e respeito à Crefisa e a seus proprietários, que não
medem esforços para ajudar a Sociedade Esportiva Palmeiras”, diz a nota
enviada pelo clube.
– Se
o Palmeiras está em melhores condições é pelo patrocinador e pelo seu torcedor,
que continua indo aos jogos mesmo perdendo como está perdendo, e isso não é
culpa do patrocinador, mas das contratações ruins que fizeram. Não é a primeira
vez que o Paulo cria esse tipo de situações com a gente. Eu disse a vocês que
eu nunca tinha dito não ao Paulo, mas de um tempo para cá a Crefisa e a FAM
estão meio irritadas com esse Paulo – acrescentou.
Crefisa
e FAM pagam mais de R$ 40 milhões para estampar suas marcas no uniforme do
clube, bancam a reforma do CT alviverde (de R$ 8 milhões) todos os gastos com
Lucas Barrios, também de quase R$ 40 milhões, além de terem comprado para o
Palmeiras jogadores como Vitor Hugo e Thiago Santos. Em entrevista ao LANCE!,
em julho, Leila dizia que a parceria era até melhor do que a Parmalat,
patrocinadora responsável pela montagem dos times de sucesso do Verdão nos anos
90.
– Não
vamos aceitar. Se a Adidas lançar qualquer camisa que não seja com o atual
patrocinador, o contrato da Crefisa e FAM com o Palmeiras estará rompido. Onde
ele (Nobre) vai achar um patrocinador para fazer as contratações de quinta
categoria que ele fez? – acrescentou Leila.
Segundo
a patrocinadora, Nobre deveria reconhecer mais o que as empresas têm feito pelo
clube. Antes desta crise, a ideia das empresas era prolongar o acordo com o
Palmeiras, caso o atual presidente conseguisse eleger um sucessor de sua
confiança. A relação, com Crefisa e FAM, contudo, já não é mais a mesma.

Tínhamos em contrato aquele Porco Gigante para a entrada dos jogadores em
campo. O Paulo tirou o Porco e colocou a lona da Chevrolet dizendo que a culpa
não era dele, era da Federação. Então, se ele não poderia garantir não deveria
ter se comprometido conosco. Sempre tem uma história – reclamou Leila.
– O
relacionamento que deveria ser de primeira linha está sendo deteriorado por
falta de lealdade e de jogo de cintura. Eles (dirigentes do Palmeiras) decidem
e o último a saber é quem banca aquilo lá, junto com o Avanti – encerrou.

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