Editor do L! crê em investidores para salvar futebol brasileiro.

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LANCENET
– Os mandatos de presidentes dos principais clubes do Brasil têm duração de
três anos. Em alguns casos, é possível reeleição, o que acarreta em seis
temporadas de administração. O período, contudo, não é aprovado por Walter de
Mattos Júnior, editor e presidente do Grupo Lance!. Além de defender a
transformação das agremiações em empresas, ele é favorável a tempo mais longo
de gestões.
Em
participação especial no programa Seleção SporTV, exibido nesta segunda-feira,
ele relembrou o caso envolvendo a venda de Kaká para o Milan, alegando que
Marcelo Portugal Gouveia, ex-presidente do São Paulo, teve que negociar o
atleta para tentar a sua reeleição à frente do Tricolor Paulista.

Marcelo Portugal Gouveia foi um dos melhores presidentes. Ele vendeu o Kaká
antes da hora, porque precisava de três milhões para investir em um negócio da
piscina e ganhar a eleição. O problema do modelo é que não dá continuidade, o
problema é que não dá segurança jurídica. Não dava aos parceiros seguranças
jurídicas, o que é fundamental. Qual dirigente tem condições de contratar um
atleta de cinco anos? Já vi alguns falarem que rasgam o contrato – afirmou.
Walter
de Mattos Júnior destacou a criação do ProFut por parte do governo federal, mas
prevê um futuro complicado para os clubes mais endividados do país. Ele ainda
mostrou ser favorável à entrada de novos investidores.
– O
ProFut pode criar grandes melhorias. Você pega cinco dos seis mais endividados (Flamengo, Atlético-MG, Botafogo, Santos e Vasco). Desses, talvez o Flamengo
por causa da torcida e da receita, possa sair mais rápido. Mas os outros, essa
conta não fecha. Se a gente não conseguir um modelo que atraia novos capitais
para o futebol brasileiro, eles podem passar por um purgatório tão grande que é
capaz de não saírem deste purgatório – concluiu.

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