Falta de estrutura assombra o Fla 20 anos após centenário.

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EXTRA
GLOBO – A cada comemoração, o Flamengo se olha no espelho e vê o passado como
inspiração. Vinte anos depois de completar seu centenário — a festa de 120 anos
começa hoje, apesar da origem do clube datar do dia 17 de novembro —, a mania
de grandeza esconde promessas que ficaram pelo caminho. Desde 1995, o clube
tenta tirar do papel o sonho de remontar um time como o da geração de 1980,
liderado por Zico, e voltar a conquistar o sonhado Mundial de clubes.
A
contratação de Romário, então melhor jogador do mundo no Barcelona, foi a
tentativa mais desesperada de provar força. Mas a estrutura amadora seguiu nas
últimas décadas impedindo o crescimento prometido. O Ninho do Urubu, terreno
adquirido na década de 1980 com a venda de Zico, só começou a ser usado em 2010
pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, mas segue inacabado.
O
lema “Craque, o Flamengo faz em casa” também virou apenas uma grife fora de
moda. Prata da casa mais cara vendida pelo clube, o ex-atacante Sávio integrou
o chamado “Melhor ataque do mundo” em 1995, antes de ir para o Real Madrid por
20 milhões de dólares. E atesta que, desde o centenário, as coisas mudaram
pouco no time onde nasceu.

Nesses 20 anos, não acho que tenha evoluído muito não. A questão administrativa
e o controle da dívida sim, mas se pegar de 20 anos para cá, o Flamengo foi
para um CT inacabado, que já era para ser moderno há muitos anos. É o pilar
para o maior patrimônio do clube que é a base — lamenta.
Tratado
pelos atuais dirigentes como o maior gastador da histórica do clube, Kleber
Leite, presidente em 1995, diz que a não conclusão do acordo com o Consórcio
Plaza, que traria um Shopping para a Gávea e contrapartidas como estádio, CT e
dinheiro, foi um a derrota e causou prejuízo de R$ 60 milhões na Justiça.

Aí, o Flamengo perdeu o estádio na Gávea, o clube zero quilômetro e o centro de
treinamento — defendeu Kleber Leite, aprovando a chegada de Romário.

Foi o recado de como se deve pensar o Flamengo — resumiu.
Para
corrigir a rota, será que vai demorar mais 20 anos?

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