Flamengo restaura troféus e conserva patrimônio.

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EXTRA
GLOBO – Enquanto aguarda um novo tempo de glórias em seu futebol, o Flamengo
conserva com todo cuidado as suas maiores conquistas. Apesar de ter deixado
pelo caminho o projeto de um museu na Gávea, por falta de recursos, a diretoria
investiu em um time de categoria para manter as relíquias guardadas a sete
chaves na sede e restaurar troféus, medalhas, uniformes e até carteiras de
sócios.
O
“camisa 10” do projeto da vice-presidência de Patrimônio Histórico é
Daniel Rosenblatt, que de forma voluntária faz valer seu amor pelo clube ao
conservar as relíquias. Boa parte do material reformado está na exposição
“Fla Experience”, um tour na sede do clube que exibe a história
gloriosa do Flamengo. Por trás dos corredores, mais e mais objetos e conquistas
são guardados em uma sala, enquanto um espaço mais nobre não sai do papel.

Não adianta ter um museu lindo e maravilhoso se não tem conteúdo. A gente
precisa começar a restaurar — conta Rosenblatt, que começou o trabalho em 2013.
O
clube conseguiu alterar seu estatuto para enviar projetos de captação de
recursos pela Lei Rouanett para investir no futuro Museu, que hoje é um espaço
destinado a aluguel para eventos. Com a contribuição dos rubro-negros, que
levam a cada dia mais itens da história do clube ao encontro da equipe de
museólogos e historiadores, será preciso um bom espaço.

Recebemos doações e damos um diploma ao torcedor. A exposição é um pedacinho da
área que um dia será o Museu do Flamengo. Vai fazer um ano a exibição — explica
Daniel, orgulhoso.
O
troféu mais comentado, o Intercontinental de 1981, já está restaurado, e foi
tirado do cofre para exibição na comemoração dos 120 anos.

Estamos restaurando os de esportes olímpicos também, estamos dando ênfase a
todos os esportes. Mas as pessoas vêm muito para vê-lo (o de 1981). É um ponto
de partida — explica Rosenblatt.

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