Planejamento!

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FLAMENGO
RJ – Sinceramente não sei (e se alguém aqui souber, por favor, me diga) se em
outro país do mundo existe esta média de demissões daqui, com praticamente um
treinador por rodada. Serve qualquer um. Pode ser da América Latina, da África,
dos confins da Ásia e até da Oceania. Vale até divisões inferiores desses
locais.

Fulano
sai do time A, vai para o B, depois para o C, não sendo impossível nem mesmo um
retorno para o A.
Será
que isto não sinaliza nada? Sinaliza sim, como veremos mais a frente.
Não
acho que isso aconteça apenas por incapacidade dos treinadores. Na maioria dos
casos são experientes ex-jogadores, como no resto do mundo, que conviveram com
táticas, preleções e vida em grupo com boleiros desde a adolescência. Fora o
fato de, constantemente, vermos o demitido de hoje depois de meia dúzia de
rodadas no time A, acabar se tornando um reverenciado campeão de amanhã no time
B.
Também
existe o problema de termos nos tornado reféns de um bando de Garotos MIMADOS,
manipulados por empresários famintos. Não é segredo que treinadores têm 11
aliados e o resto do elenco de “injustiçados”. E essa sensação de “injustiça”
ganha mais força ainda, na voz desses empresários que não conseguem exibir
“seus produtos” para o mercado e passam a emprenhar os ouvidos de dirigentes e
seus jogadores contra o treinador.
Mas
nem precisa tanto para um treinador ganhar a antipatia de um grupo,
particularmente no Flamengo dos últimos anos. Basta se marcar treinos para as
manhãs de sábado, ou em dois períodos qualquer dia da semana, para que ele
comece a deixar de ser unanimidade.
Nada
contra o lazer desse pessoal. Isso é justo e necessário. Mas também é
necessário diferenciar o cara que vai para a balada sem se esquecer do trabalho
e o cara que vai para o trabalho já com a cabeça na balada. Nosso grupo de 80
também fazia churrascos, tomava seu chopinho e gostava de mulher. Mas, na hora
do trabalho, trabalhava pra cacete.
Tudo
bem, já me convenci! Amor à camisa é algo apenas pra gente lembrar que um dia
existiu. Mas o cara recebe (MUITO) em dia, mora na cidade MAIS LINDA DO MUNDO,
ostenta a GRIFE de ser jogador do FLAMENGO e não dá o devido valor ao que
tem???
Ou o
cara é um inconsequente (e sem espaço em clubes sérios) ou então é porque o
infeliz É BURRO pra cacete mesmo e nem vale a pena insistir.
Embora
grande boa parte dos jogadores se referira aos treinadores como “professores”,
ficam longe de lhe dedicar o respeito que o rótulo merece.
O
que me leva a crer que o perfil do “treinador ideal” para o Flamengo, é o de
alguém com personalidade, e cacife, para manter o elenco sob vara curta. E quem
não estiver gostando que peça pra sair.

que, para isso, além de personalidade e cacife, e independentemente dos
resultados iniciais que conseguir, o treinador vai precisar do respaldo da Diretoria
que o escolheu para o cargo, (imagina-se) seguindo um planejamento. E o
problema é que esse planejamento NÃO EXISTE, o que responde a pergunta do
primeiro parágrafo.
Basta
uma sequência de maus resultados e lá vem mais uma troca de treinador, como
satisfação para uma mídia ávida por fomentar crises e torcedores sem paciência.
Se livram da pressão jogando a responsabilidade nos ombros do recém chegado e
DANE-SE o “planejamento”.
Pode
ser o tranquilo de fala mansa, o brabo que fala grosso, o “Papai” que passa a
mão na cabeça, o Top Marrento, o ex-boleiro que fala a língua dos jogadores,
qualquer um serve, desde que mídia e torcida parem de lhes cobrar. 
Por
isso, embora já cansado dessas recorrentes demonstrações de incompetência e
amadorismo, o que continuo esperando ver no futebol do Flamengo em 2016 é
PLANEJAMENTO!
Seja
com Eduardo, Walin ou Cacau (não, esse não!) o futebol do Flamengo precisa ser
planejado, com a mesma atenção, dedicação e competência que as finanças
mereceram nesses últimos três anos. 
Diante
do nivelamento do futebol praticado no nosso país, os responsáveis pelo do
Flamengo não devem se prender apenas ao aspecto técnico, na hora de escolher
jogadores que venham nos reforçar. Esta é uma forma extremamente simplista de
olhar para o futebol de um clube, que sabidamente é DIFERENTE dos demais.
O
histórico de conduta, comprometimento, profissionalismo e até mesmo a
capacidade de compreender as inúmeras variações táticas existentes, se tornaram
requisitos básicos também, para se formar um time vencedor. E a paciência da
torcida rubronegra já chegou ao limite, na espera pelo tal time “Vencedor” que
nos foi prometido pela gestão atual.
PRA
CIMA DELES, MENGÃO !!!
Ricardo
Perez

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