Caetano aprova custo benefício de Guerrero e faz mistério sobre técnico

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Garantindo que já começou a planejar as
mudanças para o ano de 2016, Rodrigo
Caetano
, diretor de futebol do Flamengo, analisou com frieza a campanha regular
do Rubro-Negro.
Presente no encontro que aconteceu em Itu (SP), na última segunda-feira, o
diretor comentou as falhas durante a temporada, mas fez questão de valorizar o
alto investimento em Guerrero apesar
do jejum de gols que vive o peruano.
Representando os dirigentes executivos na
palestra que colocou em discussão as formas de disputa do futebol no Brasil, Rodrigo Caetano palpitou em diversos
assuntos, como as questões de calendário de competições e do prazo de validade
curto dos treinadores no futebol nacional, mas despistou sobre o futuro técnico
do clube. Em relação às especulações que colocam Muricy Ramalho, companheiro no debate, como alvo, o diretor manteve
o mistério.
“O Flamengo está bem próximo do novo técnico. Temos
mais um jogo ainda, as conversas já existem com relação ao novo comandante, mas
depois das eleições isso vai ser confirmado. Foram feitas algumas consultas,
mas no que diz respeito à contratação, esse nome se reduziu a um. Precisamos de
continuidade. O Flamengo
tratou a escolha com muito mais critério para chegar em um consenso”, admitiu.
Depois de despontar como melhor time no
returno, ao emendar uma sequência de seis jogos sem derrota logo na chegada de
Oswaldo de Oliveira, o Rubro-Negro viu a instabilidade tomar conta do
rendimento, o que fez o clube despencar até estacionar na segunda metade da
tabela. Maior investimento do Flamengo no ano, o peruano Paolo Guerrero acompanhou a queda da equipe e não conseguiu fazer jus
à expectativa criada por sua chegada.
Contratado por três anos pelos cariocas, que
devem gastar pouco mais de R$ 41 milhões com o atacante ao fim do vínculo, Guerrero chegou valendo R$ 16 milhões
em luvas depois de rescindir contrato com o Corinthians, e logo nas primeiras
horas já mostrou sua marca: a entrega.
Apresentado em uma terça-feira, Guerrero treinou e viajou a Porto
Alegre (RS) no mesmo dia para enfrentar o Internacional, sendo fundamental na
vitória ao abrir o placar e dar o passe para o segundo gol. Os três gols nos
primeiros cinco jogos deram esperanças à torcida, que atualmente sofre com o
jejum do peruano, sem balançar as redes pelo Flamengo desde 23 de agosto.
A seca de gols, no entanto, não abala a
confiança do diretor de futebol. “Não há dúvida em relação à contratação do Guerrero, talvez uma expectativa
exagerada em razão do pouco tempo que ele tem de clube. A mudança faz com que
demore um pouco mais para se adaptar, mas não existe dúvida em relação aos
investimentos. Sabemos que quanto mais tempo estivermos com o Paolo, menos
preocupação teremos no comando de ataque”, disse.
Campeão nos outros dois cariocas em que
passou – Copa do Brasil em 2011, com o vasco, e Brasileiro em 2010, com o
Fluminense -, Caetano não escondeu a frustração por não ter alcançado os
objetivos planejados em seu primeiro ano no Flamengo. “A nível de resultado de
campo ainda estamos longe do ideal. Não conquistamos nenhum título e
esperávamos que com as mudanças do meio do ano nos aproximássemos de objetivos
como, no mínimo, a Libertadores”, lamentou.

Apesar de ter fracassado em certos termos, o Flamengo
já pensa em 2016 mesmo com a eleição presidencial no próximo dia 7, e buscará
corrigir tudo aquilo que fugiu dos planos. “Queremos que o clube siga a
reestruturação financeira, mas também já se aproximando de um projeto de
futebol ideal para competir na parte de cima. Quando se fala em 2016, não
estamos falando só em atletas ou em um treinador. Estamos pensando em uma
estrutura física e tecnológica. Não adianta contar com um grande atleta se não
estiver no ápice da performance”, planejou.

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