Flamengo aposta em Muricy e nas finanças, mas 1º semestre é incógnita

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O GLOBO – As eleições de dezembro deixaram
claro que algumas coisas mudaram no Flamengo. Uma delas é a saúde financeira, que
virou modelo para outros clubes do país, mas talvez mais surpreendente seja a
paciência dos rubro-negros com um triênio que chegou ao fim sem grandes
conquistas no futebol. Na campanha de sua reeleição, o presidente Eduardo
Bandeira de Mello admitiu erros e classificou o sucesso em campo como o maior
desafio a partir de 2016. Nas finanças, o clube tenta reaver R$ 3 milhões para o orçamento, depois
da saída da fábrica de bebidas que estampava marca nas mangas — já a Caixa
Econômica Federal renovou por R$ 25
milhões
.
Para assumir o desafio em campo, Muricy Ramalho assinou por duas
temporadas. Resta saber, no entanto, se haverá paciência da diretoria. Só no
ano passado, três técnicos dirigiram o time: Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão
Borges e Oswaldo de Oliveira, sem contar o interino Jayme de Almeida.
Muricy chega numa situação
inusitada. Ele comandará uma pré-temporada com elenco inchado e dois times para
armar. Um deles, considerado titular, disputará a Copa do Brasil e a Liga
Rio-Sul-Minas, torneio em que, caso chegue à final, jogará no máximo cinco
vezes. Quem terá calendário agitado é o time alternativo, que disputará o
Carioca, com 19 datas.
Responsável direto pela ruptura rubro-negra
com a Federação de Futebol do Rio no ano passado, Bandeira de Mello não teme os
poucos jogos oficiais do time antes do Brasileiro, que começa em maio:
— Não tem problema nenhum. Vamos fazer vários
amistosos.
Até a estréia do Brasileiro em 14 de maio, a
expectativa é pela realização de amistosos. Viagens internacionais não estão
descartadas. O difícil será encontrar clubes com datas livres, pois estarão em
disputa de suas competições nacionais. O desafio imposto pela diretoria ao
departamento de futebol trará ao menos uma vantagem: jogadores menos cansados
pelo acúmulo de partidas.
EM BUSCA DE NOMES RELEVANTES
Nas contratações, o clube tem uma verba de R$
30 milhões para contratar e tem hoje três alvos. Para a zaga, o clube disputa
com o Flu e o Grêmio a contratação de Henrique,
de 29 anos, reserva da seleção na Copa do Mundo, que está encostado no Napoli,
da Itália. Para o meio, o rubro-negro tenta dois estrangeiros: o volante
chileno Marcelo Díaz, de 28 anos, do
Hamburgo, da Alemanha, que recentemente teve lesão muscular na perna esquerda,
e o meia Mancuello, de 26 anos, do
Independiente, da Argentina.
— Se um desses não vier é por que fugiu aos
padrões razoáveis de negociação e vamos ter que buscar alternativas para a
equipe — afirmou o diretor Rodrigo Caetano sobre Díaz e Mancuello. Ontem, o meia Anderson Talisca, ex-Bahia e atual Benfica, surgiu nas
especulações.
Enquanto ainda não conclui as grandes
contratações, o clube se esforça para melhorar seu sistema defensivo, que
sofreu muitas críticas ao longo do ano. O principal reforço até o momento é
Willian Arão, de 23 anos. Ele estava no Botafogo, que ainda reivindica na
Justiça o direito de renovar com o volante, que acertou com o Flamengo
por três anos.
Aos 36 anos, depois de passagens por Alemanha,
Itália e pelo Internacional, o zagueiro Juan volta ao clube que o revelou. Além
dele, virão o lateral-direito Rodinei, de 23 anos, da Ponte Preta, e o zagueiro
Antônio Carlos, de 22 anos, que estava no Avaí. O goleiro Alex Muralha, de 26
anos, do Figueirense, também está perto. Quem vai sair é o atacante Paulinho,
em negociação com o Santos.
NÚMEROS DO FLAMENGO
R$ 25
MILHÕES:
O clube renovou com a Caixa, seu principal
patrocinador.
R$ 30
MILHÕES:
Montante para contratações. No momento, a
diretoria tem três alvos fora do Brasil: Henrique, Díaz e Mancuello.
R$ 3
MILHÕES

De perda sem a Vitton 44. O clube rubro-negro
tenta novos parceiros.

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