“Não sou o salvador”, diz Guerrero em entrevista a jornal alemão

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GE – Guerrero
não é o salvador da pátria. Foi isso que deixou claro o atacante do Flamengo
em entrevista ao jornal alemão “Bild”, publicada nesta segunda-feira.
Ele destacou a subida na tabela após sua chegada no Rubro-Negro em julho deste ano, mas
acredita que os resultados não são fruto apenas do seu trabalho individual.
– Não sou o salvador. Falei isso desde o
início. Quando cheguei o time estava em penúltimo e no final da temporada
acabamos em 12º. Mas isso não é só mérito meu – afirmou.
Guerrero foi contratado em
2012 para o Corinthians, após seis anos jogando em solo alemão, no Hamburgo e
no Bayern de Munique, quando viveu altos e baixos. O atacante acredita que a
chegada ao Brasil representou uma retomada em sua carreira.
– Ao longo dos anos eu pude me conhecer. Se
eu me conhecesse antes, minha carreira teria sido diferente. Agora eu tenho me
dedicado diariamente. Antes eu não fazia muito por mim. Eu treinava, fazia o
que o treinador me pedia, mas quase nunca trabalhava para mim. Com o tempo você
sabe o que realmente precisa. Claro, eu gostaria de ter 22, 23 anos e ter essa
consciência. Assim, eu poderia ter a performance ideal – disse.
Ainda em processo de adaptação à Cidade
Maravilhosa, o atacante disse conhecer pouco do Rio de Janeiro.
– Estou no Rio há poucos meses. A única coisa
que reparo quando saio de casa, e que eu conheço, é a praia. Por isso ainda não
sei como é a vida no Rio. Mas posso falar de São Paulo. È uma cidade grande e
onde você pode encontrar tudo. Mas depende do que um jogador de futebol busca.
No entanto, mostrou-se satisfeito em morar no
Brasil. São dois os principais motivos: cultura e temperatura.
– A cultura aqui é parecida com a do Peru.
Aqui eu me sinto em casa. Dois dos meus filhos estão na Alemanha, e é claro que
eu gostaria de estar junto deles. Mas eu tive um grande momento na Alemanha, o
problema era o frio. Isso tornou a situação difícil. Algumas vezes não podia me
reunir com minha família e amigos porque estava tão frio que eu tinha que ficar
em casa – explicou.

Contratado no meio de 2015 para ser “o
cara” do Flamengo
no ano, Guerrero até começou bem. No
entanto, a má fase ao fim do campeonato, com lesões, ausências devido a
convocações para a seleção do Peru e poucos gols fizeram o atacante ser
contestado em alguns momentos. Ele marcou apenas quatro gols com a camisa rubro-negra.

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