O que cobrar de Bandeira de Mello no Flamengo até 2018?

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UOL – Reeleito para comandar o Flamengo
no triênio 2016-18, o presidente Eduardo
Bandeira de Mello
fez uma série de promessas durante a campanha eleitoral
que garantiu a continuidade da Chapa Azul no poder. O UOL Esporte preparou uma
lista com os cinco pontos principais abordados pelo mandatário para que o
torcedor acompanhe a gestão.
Confira a lista abaixo:
1 –
Dívidas ficaram no passado
Eleito pela primeira vez em 2012, o
presidente Eduardo Bandeira de Mello assumiu o clube pautado pela política de
responsabilidade financeira. De acordo com a administração, o Flamengo
fechará 2015 com uma dívida inferior a R$
500 milhões
– redução de mais de R$
200 milhões
. Desta forma, o passivo faz parte do passado e o clube já pode
caminhar de forma diferente no próximo triênio. “Dívida deixou de ser
problema no Flamengo.
Pagar dívida e recuperar o clube no ponto de vista ético é uma obrigação. Foi
algo que cumprimos. O Flamengo está de volta aos trilhos. Chega um
momento em que você não precisa falar mais de um problema equacionado. A
previsão é de que continue reduzindo nos próximos três anos. Pode levar 20 anos
para ser paga, mas o importante é que dívida deixou de ser notícia”,
afirmou.
2 –
Prioridade absoluta ao futebol
O futebol foi o ponto fraco da gestão
Bandeira de Mello no primeiro mandato. Com a evolução da situação financeira, o
mandatário prometeu priorizar o carro-chefe do clube no próximo triênio. A
administração mira contratações de impacto e títulos. “Podemos nos voltar
para o futebol, que é a atividade fim do Flamengo. Reconheço que estamos devendo.
Precisamos investir na qualificação do time, em infraestrutura, excelência em
performance e nas categorias de base. A partir do momento que fizemos o dever
de casa, a torcida pode ter certeza que contratações consideradas impossíveis
serão cada vez mais frequentes. Não acho o nosso elenco ruim no papel, mas é
óbvio que o Flamengo
precisa ter performance”, comentou.
3 –
Briga pela administração do Maracanã
Eduardo Bandeira de Mello garantiu que o Flamengo
brigará para ter o sonhado estádio próprio. A principal meta é assumir a
administração do Maracanã. A sede da Gávea poderá receber jogos de pequeno
porte. “É perfeitamente possível administrar o Maracanã. Se isso
acontecer, entendo que teremos o nosso estádio. Acho que é a solução preferida
de todos. Podemos assumir um papel de participante em uma concessão. Mas o
Maracanã será algo rentável e atrativo caso aconteça a mudança que esperamos. A
equipe que gerencia o Flamengo tem amplas condições de administrá-lo.
Aquilo ali vai dar certo. Se essa possibilidade nos for negada, atacaremos o
projeto do estádio próprio em local ainda indefinido. Essas possibilidades não
excluem a possível construção de um estádio de pequeno porte na Gávea”,
explicou.
4 –
Conclusão do CT Ninho do Urubu e construção da Arena McDonald’s
Durante a campanha, o mandatário prometeu a
conclusão do módulo profissional do CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, zona
oeste do Rio de Janeiro, até dezembro de 2016. A verba virá através de uma
economia de R$ 12 milhões proporcionada pelo Profut (Programa de modernização
da gestão e de responsabilidade fiscal do futebol brasileiro). A Arena
McDonald’s também será construída na sede da Gávea apesar da polêmica com os
alguns sócios. “É um equipamento esportivo de primeira linha e de última
geração. É algo absolutamente inovador e fantástico para a cidade do Rio de
Janeiro. É uma arena com o investimento previsto de cerca de R$ 30 milhões. O Flamengo ainda vai poder explorar os
naming rights, pois não estão comprometidos. Venderemos ingressos e
trabalharemos isso da melhor maneira possível”, disse.
5 –
Crise financeira sem impacto no Flamengo

Apesar da crise financeira mundial, o
presidente Eduardo Bandeira de Mello assegurou a tranquilidade na busca por
parceiros e se posicionou confiante em relação ao fato de que os problemas não
comprometerão a condução do Flamengo no triênio 2016-18. “O segredo é ser
o Flamengo.
O nosso cenário pessimista prevê a estagnação da receita. Vamos manter as
receitas mesmo em um ano de crise. O Flamengo é o único clube que não representa
qualquer tipo de risco em reputação para os parceiros. Cumprimos as contrapartidas
do Profut, ganhamos prêmios de transparência e somos os únicos que já atendemos
aos requisitos do Pacto pelo Esporte. O Flamengo cumpre tudo e não vejo a menor
possibilidade de perdermos patrocínios. Somos uma instituição absolutamente bem
resolvida. Problema zero”, encerrou.

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