A importância da vitória do Flamengo em Bauru.

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Marcelinho Machado em Bauru x Flamengo – Foto: João Pires/LNB

BALA
NA CESTA
: Começou a temporada 2016/2017 do NBB. Se não foi um bom jogo entre os
dois últimos finalistas (pelo contrário, foi uma partida bem abaixo do esperado
em termos técnicos), não faltou emoção na vitória do Flamengo em Bauru por
100-97 na segunda prorrogação ontem à tarde no interior de São Paulo na volta
do basquete à Rede Bandeirantes.

Mais
que o triunfo, para os rubro-negros iniciar o campeonato vencendo adversário
direto e fortíssimo tem um sabor especial.
Em
primeiro lugar porque estava desfalcado de seus dois armadores. Ricardo
Fischer, que esteve em Bauru mas não entrou em quadra (foi muito xingado pela
sua ex-torcida), Pedrinho Rava e Humberto estão lesionados e a posição 1 ficou
sob responsabilidade de Ronald Ramon e do garoto Felipin (18 anos).
Em
segundo lugar, e aí sim pra mim é o ponto principal para o Flamengo, é que
desde o começo da temporada todo mundo está dizendo que o atual tetracampeão do
NBB está mais fraco, que o elenco não é isso tudo, que as chances de um novo
título são pequenas. Sempre achei isso tudo balela, vocês sabem bem, mas queria
ver na prática o que ia acontecer. E aconteceu.
O
Flamengo jogou atrás o jogo todo ontem contra um elenco recheado (Alex, Gui,
Gegê, Valtinho, Hetts, Jefferson, Leo e Shilton), mas mostrou muita força para
se recuperar nos momentos decisivos e vencer no segundo tempo extra. Isso tudo
com Rafael Mineiro e depois Ronald Ramon eliminados com cinco faltas.
Mas
quem tem Marcelinho (aos 41 anos, o jogador mais importante da história do
clube teve 22 pontos, 7 rebotes e 5 assistências em 46 minutos), JP Batista (29
pontos e 12 rebotes), Olivinha (15 pontos e 16 rebotes) e Marquinhos (22
pontos), nomes experientes e fortíssimos em qualquer competição
latino-americana, sempre está em posição de vencer  – vencer jogos e também vencer campeonatos.
Esta
era a minha tese desde sempre e que ficou comprovada ontem. Que vão entrar,
ainda, Ricardo Fischer e Humberto para dar segurança na armação e aos poucos
tudo vai se acomodar para José Neto rodar os minutos de seus atletas com mais
calma ninguém tem dúvida e contesta. Para se ter uma ideia, dos 50 minutos de
ontem, Marquinhos, Olivinha e Marcelinho tiveram 40+ minutos, algo natural.
O
essencial, o que se extrai de muito importante mesmo para o clube da Gávea do
triunfo de ontem, é que se o elenco realmente não é tão recheado quanto o das
últimas temporadas, é irreal pensar que o Flamengo não vai disputar em condição
de igualdade o seu quinto título seguido de NBB. Mais do que igualdade,
pensando lá na frente, em mando de quadra para uma eventual final,  os rubro-negros, que enfrentam Franca na
terça-feira à noite (19h30, com Sportv), já largaram na frente.
Sobre
Bauru, gostei da reestreia de Gui Deodato com a camisa do time. O agora camisa
1 saiu do banco e teve 21 pontos e 4 rebotes em 34 minutos. Pode formar com
Alex, que teve 30 pontos, 5 assistências e 6 rebotes em atuação incrível, uma
dupla incrivelmente forte na marcação de perímetro. Mas o time precisa melhorar
demais, e creio que isso ocorrerá, na defesa. Parar JP Batista parecia
impossível ontem mesmo quando Rafael Hettsheimeir trombava contra o pivô do
Flamengo e conter as infiltrações dos rubro-negros não foi um objetivo atingido.
Não entendi, por exemplo, o Valtinho (foi problema físico?) ter jogado apenas
13 minutos e Gegê, armador que vestia a camisa do time pela primeira vez, 34′.
O jogo de ontem demandava cadência, leitura de jogo, experiência, pontos que
Valtinho traz de sobra em sua bagagem. Acredito muito no trabalho do técnico
Demétrius, sei que tem muita coisa ainda para acontecer, mas a derrota de ontem
contra um rival que tem maltratado os bauruenses nos últimos anos precisa ser
analisada com muita atenção por todos no interior de São Paulo.

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