Além da Arena na Ilha, Flamengo buscará construir Estádio próprio.

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Antigo projeto de Estádio do Flamengo na Gávea – Foto: Divulgação

UOL: O
Flamengo surpreendeu ao anunciar nesta segunda-feira (21) o acordo com a
Portuguesa-RJ para mandar os jogos na Arena da Ilha por três anos – contrato de
exclusividade a partir de 1º de janeiro de 2017 e renovável por mais três
temporadas. A diretoria optou por se antecipar aos fatos e ter um lugar para
chamar de “casa” no Rio de Janeiro, principalmente por conta da
indefinição em relação ao Maracanã.

O
contrato do Botafogo com a Portuguesa vai até 31 de dezembro de 2016. Depois
disso, o Alvinegro deve atuar no Engenhão. Mas a escolha rubro-negra não teve a
ver com a rivalidade cada vez maior entre os clubes. Foi uma espécie de medida
de proteção para evitar uma nova temporada de viagens pelo Brasil.
Enquanto
disputará os jogos na Ilha, o Flamengo acredita que terá tempo para colocar em
andamento o sonho do estádio próprio. Até por isso, o contrato com a Portuguesa
pode durar seis anos. Administrar o Maracanã segue como um plano, desde que uma
nova licitação seja celebrada pelo governo do Estado. Em caso de venda da concessão
da Odebrecht para a francesa Lagardère por R$ 40 milhões, o Rubro-negro não
mais jogará no tradicional palco.
“Jogar
na Ilha não é dar adeus ao Maracanã, é ter tranquilidade. Garantimos um estádio
para 2017. Vamos minimizar a questão do desgaste com as viagens e não teremos
uma preocupação a mais enquanto negociamos possibilidades”, explicou o
vice-presidente de patrimônio, Alexandre Wrobel, ao UOL Esporte.
“Formalizamos
um contrato que pode chagar a seis anos justamente por conta disso. A
construção de um estádio próprio não se resolve em menos de três, quatro
anos… São licenças, todo o processo. É algo longo. O Flamengo não pode ficar
órfão enquanto tudo acontece. Estudamos alternativas. Construção de um estádio,
reforma da Gávea. O importante é que agora temos tranquilidade para trabalhar
todo esse processo e também não precisamos nos submeter a qualquer coisa que
venha do Maracanã se o Flamengo não for protagonista”, concluiu o
dirigente.
O
Flamengo já negocia a reforma do gramado e mudanças nas arquibancadas da Arena
da Ilha. O objetivo é aumentar a capacidade – de 15 mil para pelo menos 20 mil
torcedores – e criar uma espécie de “caldeirão rubro-negro”, que será
fundamental para a disputa da Copa Libertadores pelo menos até as quartas de
final. O clube pagará um aluguel mensal e não existe obrigatoriedade em
contrato para a realização de todos os jogos no estádio da Portuguesa-RJ.

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