Ameaçada, Primeira Liga faz ajustes nos jogos para sobreviver.

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Foto: Luiz Henrique

UOL: O
calendário da CBF com um excesso de partidas no início do ano tornou bastante
complicada a realização da Primeira Liga. A ponto de o presidente do
Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, ter dito que a participação do clube seria
impossível. E o próprio presidente da liga, Gilvan Pinho Tavares, confessar em
reunião que ela poderia não acontecer. A liga então fará adaptações ao seu
cronograma de jogos para tentar sobreviver e manter seus times.

O novo
cronograma e datas devem ser anunciados na terça-feira quanto haverá uma
reunião da liga. É ali que se baterá o martelo se, de fato, a liga será
disputada. Enquanto isso, a diretoria da liga diz ter convencido o Galo a ficar
no torneio.
”Conversamos
com o presidente do Atlético-MG sobre isso. Ele falou de cabeça quente. A
preocupação dele era que não houvesse datas. Ele vai participar”, contou o
executivo da liga, José Sabino, que garantiu a realização da liga. ”O
calendário ficou bastante apertado e vamos fazer algumas mudanças para encaixar
as datas.”
Mas o
presidente da liga, Gilvan Pinho Tavares, afirmou em reunião do arbitral do
Campeonato Mineiro que havia a possibilidade de a competição não acontecer.
Alegava que a falta de datas era um problema sério a ser enfrentado.
A liga
ficou sob ameaça com as mudanças no calendário da CBF. Após a Libertadores se
tornar anual, a confederação concentrou jogos da Copa do Brasil e do Estadual
em fevereiro quando seria disputada a Primeira Liga. E manteve a exclusão da
competição organizada pelos clubes do calendário.
Sabino
ainda não revela quais serão as adaptações porque antes os clubes terão de
votar. É certo que a tabela continuará pendente porque vai esperar quais clubes
estarão na pré-Libertadores e na Libertadores ao final do Brasileiro. Além do
Atlético-MG, o Flamengo já é praticamente certo na competição sul-americana.
Entre os membros da liga, Fluminense, Atlético-PR e Grêmio são candidatos a
vagas.
A liga
tem uma carta de intenções assinada com a Globo para cessão dos direitos de
transmissão de 2017 a 2019. Ao contrário do prometido pela liga, não houve uma
licitação para concorrência para todas as mídias, optando-se por fechar tudo
com a emissora global. O Esporte Interativo demonstrara interesse nos direitos
também.
”Basicamente,
a gente tentou, mas não tivemos propostas para todas as mídias. O mercado
brasileiro não tem maturidade para essa concorrência ainda. E tivemos uma
dificuldade de prazo”, contou Sabino. ”A Liga ainda precisa ter um
reconhecimento de valor, está se consolidando. É diferente da Champions League.
Queremos voltar a esse processo, que entendemos ser o melhor, daqui a três
anos.”

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