Análise: Flamengo precisa de ajustes antes de enfrentar o Coritiba.

8
GLOBO
ESPORTE
: Tão aguardado e tão sofrido. É a história do Flamengo em 2016 no
Maracanã. O time rodou o Brasil, esperou 10 meses para voltar ao estádio, mas
ainda não venceu. Foram dois empates – Corinthians e Botafogo – num momento
decisivo do Campeonato Brasileiro. Nesta noite, às 19h30, o Coritiba é o
desafio da vez no Maracanã.
Com 66
pontos, na terceira colocação, o Flamengo precisa da vitória para seguir com o
sonho do título vivo. O Palmeiras joga às 17h, contra o Botafogo, em São Paulo.
O resultado positivo praticamente garante ao Rubro-Negro vaga direta na
Libertadores, a meta do ano. Mas a nação quer mais. O GloboEsporte.com lista
cinco pontos que precisam melhorar para o time de Zé Ricardo voltar a vencer
dentro de sua casa.
Ajuste fino
Contra
o Corinthians, Zé Ricardo atendeu a boa parte da torcida e, sim, da crítica. Escalou
quatro jogadores no meio de campo e dois atacantes – Mancu e Diego no meio,
Sheik e Guerrero no ataque. O time respondeu mal em campo, é verdade. Guilherme
fez o que quis no início da partida e o Timão marcou um, mas poderia ter feito
até três gols. Desentrosado, principalmente na hora que perdia a bola e tinha
que fechar os espaços, o time sentiu dificuldades.

O Coritiba de Carpegiani também vai tentar o contra-ataque (Foto: Reprodução)
Mas
houve falhas não só no esquema menos usado, mas também com o sistema repetido
desde o tempo de Muricy Ramalho, com dois pontas de cada lado. Diante do
América-MG, no Mineirão, qualquer bola perdida pelo Flamengo era a senha de uma
tentativa do Coelho, que teve chance com Michael, em bola que Arão se esticou e
conseguiu cortar, além de outros sustos na primeira etapa.

Coelho não aproveitou contra-ataques, mas teve espaço no primeiro tempo do Mineirão (Foto: Raphael Zarko)
Variação de jogadas
O time
de Zé Ricardo tem forma de jogar. Sobe em tabelas pelas laterais e tenta, na
maior parte das vezes, o caminho dos lados do campo para chegar até a área.
Guerrero alertou no seu último jogo que o time precisava de mais variação. Em
outras palavras, parecia previsível nas ações de ataque. Diego sendo bem
marcado. Um jogador na sobra de Fernandinho, que dificilmente agora pega a bola
no mano a mano contra um defensor. Arão contido na defesa e subindo menos. São
situações que vêm dificultando as ações do Flamengo nas últimas partidas.
O
avanço dos laterais é sempre uma saída. Jorge tem facilidade de cair para o
meio e abrir mais espaço para Fernandinho. Pará não tem a mesma característica,
mas força tabelas durante o jogo, aquelas mesmas que deram bons frutos para o
Flamengo durante a campanha – os gols contra a Chapecoense e diante do Vitória
são os melhores exemplos.

Jorge e Fernandinho vão para cima de um defensor do Corinthians: Fla joga bem pelos lados (Foto: Raphael Zarko)
Variação de opções

Ricardo justificou a permanência de Damião em campo contra o América-MG pela
importância do jogador na bola aérea defensiva. O garoto Felipe Vizeu, que teve
o nome gritado pela torcida no Mineirão, não entra em campo desde a vitória por
3 a 0 sobre o Santa Cruz, quando marcou um dos gols – por sinal, a última
grande atuação do Flamengo. Dos três centroavantes de área, a revelação
rubro-negra tem a melhor média de gols por minutos em campo. Hoje, apesar do
bom início de Damião e de toda a raça que mostra em campo, é difícil de
entender Vizeu, mais técnico e com característica de jogo um pouco diferente –
só o fato de ser canhoto muitas vezes complica defensores – não ter mais chance
nas partidas.
Perto
de deixar o Flamengo, Alan Patrick caiu. É verdade, está longe de ser aquele
meia que flutuava pelo ataque com a bola dominada e com soluções contra defesas
fechadas. Mas ainda assim é um dos jogadores capazes de mudar o ritmo do time.
Mancuello, pelo poder de finalização e a bola parada, também é alternativa
ofensiva que vem sendo pouco usada.
Guerrero e Diego próximos
A
melhor notícia para o Flamengo neste jogo é a volta de Guerrero. Quem duvidava
da capacidade técnica do peruano percebeu a falta que o atacante faz contra o
América-MG, após noite infeliz de Damião. Mais hábil, Guerrero se sente bem
saindo da área e abre espaços para os pontas de Zé Ricardo. O diálogo com Diego
também tende a crescer com o jogador estrangeiro no comando do ataque.

Diego marcado por três jogadores do Bota: meia precisa de companhia e do auxílio de Guerrero (Foto: Raphael Zarko)
Sobe, Jorge!
Valorizado
dentro e fora de campo, o lateral Jorge é peça importante neste Brasileiro.
Saiu do lado esquerdo as melhores jogadas na vitória sobre o América, numa
jornada ruim do time rubro-negro. Saindo da esquerda, buscando tabelas e
arriscando chutes, o jogador é fiel da balança desta equipe e ponto de
equilíbrio do time mesmo em momentos ruins do time no Campeonato Brasileiro.

Com característica de meia, lateral-esquerdo ajuda na criação de jogadas (Foto: Raphael Zarko)

COMENTÁRIOS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here