Botafogo espera reduzir custos para receber rivais como Flamengo.

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Foto: Richard Souza

GLOBO
ESPORTE
: Enquanto vive seus últimos momentos na Arena da Ilha do Governador, o
Botafogo se prepara para voltar em 2017 ao Engenhão, rebatizado de Estádio
Nilton Santos. E a diretoria traça uma administração diferente: vai setorizar o
estádio para diminuir os custos de operação. A ideia é abrir os setores de
acordo com a demanda de público. Por exemplo, partidas de grande apelo terão
carga máxima – a capacidade total é de 45 mil, mas segundo ofício da CBF de
janeiro a liberação atual é para 34.171 pessoas –; já nos jogos menores, partes
da arquibancada ficarão fechadas, como explica o vice-presidente social e de
comunicação do Alvinegro, Marcio Padilha.

– Nossa
casa é o Nilton Santos, não temos outra casa. Ele está sendo adaptado para
receber jogos de pequeno, médio e grande porte. Estamos fazendo um
planejamento, setorizando o estádio para, conforme a necessidade, ir abrindo os
setores até completar a lotação. Vai ocupando o setor conforme a necessidade
para evitar abrir o estádio todo para o mínimo de ocupação. É uma coisa
planejada para o mínimo de despesas possível – afirmou.
Durante
o evento “Movimento Por Um Futebol Melhor”, na noite da última
terça-feira em São Paulo, Padilha revelou ainda um outro plano de uso do Nilton
Santos: aproveitar o alto custo operacional do Maracanã estádio para
disponibilizar o Engenhão para aluguel. E, assim, transformá-lo em uma
alternativa aos rivais. Participando do mesmo encontro, o presidente do
Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, mostrou-se favorável à ideia.
– O
Maracanã infelizmente se tornou um estádio muito caro, a operação em dia de
jogo é muito cara. Estamos vendo a possibilidade de sermos um estádio
alternativo ao Maracanã, que Flamengo, Fluminense e Vasco possam fazer jogos no
Nilton Santos. O Botafogo é cavalheiro, nossa ideia é que o nosso estádio possa
ser utilizado pelos outros clubes, mas que seja bom para eles e melhor ainda
para a gente – explicou Padilha.
O
dirigente alvinegro contou também que a “Light”, que havia cortado a
energia elétrica do Engenhão por uma dívida de mais de R$ 1 milhão do período
olímpico, já instalou o novo relógio no estádio a pedido do Botafogo e que
agora eles estão acabando de limpar o local. A intenção é abrir o Nilton Santos
também aos moradores e transformá-lo em uma área de lazer no Engenho de Dentro,
Zona Norte do Rio de Janeiro, onde está localizado.

Atividades de atletismo, ter pequenos serviços como lavanderias, lanchonetes…
Para que o morador do entorno possa usar o estádio. Há um estacionamento
imenso, academia de ginástica, de esportes olímpicos, judô, jiu jitsu, espaço
para tatames à vontade… É um estádio muito grande, muito grande. Estamos
fazendo esse plano de ocupação, negociando com algumas empresas e acho que 2017
vai começar uma nova era do Nilton Santos. Sem sombra da Olimpíada, porque tudo
o que a gente fazia sabia que seria desmontado em 2016. Muito difícil para
negociação uma coisa que em determinado momento vai acabar.

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