Cheirinho de Orgulho.

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Jogadores do Flamengo aplaudindo a torcida – Foto: Bruna Prado/Getty Images

GOAL: Por
Bruno Guedes 

O ano
se desenhava uma tragédia. Um treinador que parecia reciclado mas que não deu
jeito, jogadores de níveis sofríveis, eliminações vexatórias para Confiança,
Fortaleza, Vasco e cia, esperança zero. Mas aí veio novo técnico, novos
jogadores, novo modelo de jogo e quase sempre brigando no topo da tabela. Se há
uma coisa que a torcida não tem que ter é tristeza: Flamengo voltou a ser
protagonista no futebol.
Olhe
na sua rede social. Há quanto tempo você não via os rivais do Rubro-Negro
desesperados com o clube brigando pelo título e sem armas para “zoar”
o amigo? Há quanto tempo nas TVs não debatiam o sucesso do Flamengo, a
reinvenção financeira e principalmente tática? Há quanto tempo VOCÊ, torcedor,
não se animava em ver o seu time caçando o líder lá em cima?
É
claro que erros aconteceram vindo de um treinador inexperiente na Série A. Não
é o Guardiola. É o seu primeiro ano. Com jogadores que não contratou e
características diferentes. E pior: assumiu em meio a maior crise da gestão
Bandeira de Mello. Mas o que a torcida prefere lembrar: Os tempos de Luxa e
Oswaldo brigando contra o rebaixamento enquanto iludiam a torcida com discurso
fora da realidade ou o do Zé brigando pelo título mesmo assumindo quando
errava?
Orgulho
não só em campo, os Rubro-Negros também precisam relembrar que conquistaram o
Brasil. Aos que ainda duvidavam que o Flamengo tinha a maior torcida onde quer
que jogasse, este ano ela foi sepultada. Cariacica, Manaus, Natal, Cuiabá e até
São Paulo, onde o Pacaembu virou Flacaembu. É motivo de tristeza ou de grande
vaidade mostrar que ninguém poderia ter feito (e não fez) isso?
O ano
já vai acabando. Mas as lembranças boas são maiores que as más. O flamenguista
voltou às ruas como melhor do Rio e um dos melhores do Brasil. Assim deve ser
lembrado o ano de 2016, o renascimento do um clube gigante que voltou a ser
protagonista.

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