Consultor questiona gestão do Palmeiras e elogia a do Flamengo.

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Eduardo Banderira de Mello fez dinheiro no Flamengo a partir do “zero” – Foto: Gilvan de Souza

O
GLOBO
: Conflito de interesses, doping financeiro e administração que deve ser
enterrada foram algumas das críticas feitas à gestão de Paulo Nobre, cujo
modelo já pautou vários clubes do Brasil e que não criou raízes saudáveis.

— Pode
haver conflito de interesses. Sairá da presidência e não se sabe que tipo de
influência terá na próxima gestão. Afinal, o clube deve dinheiro a ele –
analisa Pedro Daniel, da consultoria BDO, especialista em gestão esportiva que,
reconhece que, dentro do contexto, com receita comprometida e sem crédito,
entende-se o “paitrocínio”.

— O empréstimo aprovado pelo conselho
fiscal é lícito.

Daniel
observa que o clube deve fechar o ano como o que mais ganhou com patrocínio e
que a Crefisa ajudou a fortalecer a marca. Na esteira, vieram títulos,
bilheteria (R$ 87 milhões, a maior do país), e mais sócios torcedores (pulou de
8 mil para 127 mil). Mas diz que a gestão do Flamengo, com austeridade
financeira, é mais confiável:
— É a
longo prazo. Se fosse jogador, entre um e outro, optaria pelo Flamengo.
O
presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, também resgatou a
credibilidade do clube ao reduzir custos, aumentar a receita e pagar dívidas
(incluindo impostos). Em 2012, a dívida era de R$ 750 milhões, com receitas
penhoradas. Em 2015, teve superávit de R$ 115 milhões.
— E
sem um Nobre! Esse é o modelo corporativo atual e a ser seguido. O do
Palmeiras, enterrado, opina Amir Somoggi, especialista em gestão esportiva.
— O
Nobre fez coisas boas, aumentou as receitas. Mas é loucura bancar clube. Não se
trata de empresa. Ele não é o dono. Mas saiu contratando, injetando dinheiro,
como um doping financeiro. É uma questão de conceito.
Com a
Crefisa, o Palmeiras teve salto de receita total de R$ 244 milhões (2014) a R$
351,5 milhões (2015), sendo o terceiro clube do país que mais faturou, atrás de
Cruzeiro (R$ 364 milhões) e Flamengo (R$ 355,6 milhões). O crescimento foi de
44%. Sem contar com as transferências de atletas, o salto foi de 85%: de R$ 183
milhões a R$ 339 milhões, sendo que em patrocínio saiu de R$ 17 milhões para R$
70 milhões.

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