Diego mostra seu valor e vira candidato a ídolo no Flamengo.

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Diego se rendeu à torcida do Flamengo – Foto: Buda Mendes/Getty Images
GLOBO
ESPORTE
: Diego fez o Flamengo mudar de patamar. Antes de sua estreia, o time
era sexto colocado e estava a cinco pontos do líder. Brigava pelo G-4 (as vagas
adicionais ainda não existiam), mas somente o camisa 35 transformou o Rubro-Negro
em candidato ao título.
Havia
desconfiança, pois oscilou na Europa. Vinha de passagem apagada pelo
Fenerbahçe-TUR, porém brilhou, impulsionou o crescimento de sócios-torcedores e
criou rapidamente fortíssimos laços com os fãs, desde a interação nas redes
sociais no dias que antecederam o anúncio oficial.
Neste
domingo, nos 2 a 0 sobre o Santos, sua atuação foi um resumo do que ofereceu ao
Flamengo em três meses. Movimentação, bons passes e muita liderança no momento
em que o Peixe gostava do jogo ao, com os braços, mandar os companheiros a
adiantarem a marcação.
E foi
intenso. Intenso não apenas na busca incessante pela bola, representada
principalmente no difícil voleio que acertou para assinar uma pintura e fechar
o placar em sua única finalização na partida. Intenso ao partir como um louco
para os braços da nação que o ama. Intenso nas palavras e no olfato de quem
sente cheiro de um 2017 glorioso para o Flamengo.
– Como
disse da última vez, esse cheirinho de Flamengo é eterno e especial. Só quem
veste essa camisa pode sentir, eu afirmo com toda sinceridade e orgulho, porque
vestir essa camisa é algo especial. Sem dúvida terão outros aromas no futuro,
porque jogar nesse clube é realmente diferente, e o cheirinho não acaba.
A
nação o ama, e ele, como o próprio disse em seu Facebook, escolheu amá-la.
Afirmou isso ao responder a um torcedor que o acusou de ter forçado o amarelo
na comemoração junto à galera. O fez sem saber que isso representaria sua
ausência na rodada final, contra o Atlético-PR. E a punida demonstração de amor
foi dada intensamente diante de outro amor, o Santos.
– Foi
um dia especial. Enfrentar o Santos é uma sensação estranha, mas como eu disse:
jogando pelo Flamengo, fico muito seguro e feliz. Minha gratidão, admiração,
respeito e até amor pelo Santos vão ser eternos, independentemente do que
acontecer. Sempre carreguei o nome do Santos comigo com grande prazer, mas hoje
vivo um dos grandes momentos da minha vida, da minha carreira aqui no Flamengo.
É por eles que eu luto e para eles que vou dar o meu melhor.

Levando em consideração toda minha história com o Santos, vai muito além de
comemorar o gol ou não eu mostrar meu respeito e carinho pelo clube. Como
explico para a torcida do Flamengo que, num Maracanã desse jeito, num jogo
importante como esse, eu não comemorei o gol? Impossível. Jogo aqui, estou de
corpo e alma por esse clube, e isso não vai interferir no meu relacionamento
com o Santos.
E o
que o Flamengo de Diego precisa para fazer o cheiro de título virar gosto em
2017? Segundo ele, poucas coisas.
– Acho
que continuar trabalhando. Tratando-se de uma equipe que se garante entre as
três, lembrando que nosso objetivo é a vice-liderança nesse momento, é sinal
que fizemos muitas coisas boas e que precisamos de reajustes de detalhes que
fazem diferença. Temos que manter humildade, saber que estamos num patamar
elevado, mas que os detalhes vão nos colocar num próximo estágio para buscar
títulos e os nossos objetivos. São pequenas atitudes que tenho certeza de que o
Zé está um pouco mais preparado do que eu para nos alertar. Mantendo o que tem
feito e acertando pequenos detalhes, acho que podemos sonhar alto em 2017.
*Aproveitamento de Diego em relação aos 39 pontos conquistados de 57 possíveis (Foto: GloboEsporte.com)
O
antigo sonho rubro-negro de contratar Diego se concretizou em 2016. Intenso,
diferenciado e líder, ganhou a nação. Para 2017, minimizando erros e com
objetividade, o ídolo ficará mais perto de sentir o cheiro e, principalmente, o
gosto de ser campeão vestindo vermelho e preto.

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