Ex-Presidente do Flamengo faz diagnóstico do mercado do futebol.

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Kleber Leite apresentando Zé Roberto e Romário no Flamengo – Foto: Reprodução

DE
PRIMA
: Kleber Leite fala sobre momento do mercado do futebol brasileiro e
comenta desafios no período pós-escândalo de corrupção no futebol
sul-americano, que levou cartolas do continente à prisão e minou contratos. Ele
elogia regionais

Como tem sido a atuação da Klefer hoje,
sobretudo levando em conta os problemas que a empresa acabou enfrentando após o
escândalo de propina envolvendo Traffic, CBF e os dirigentes do continente?
A
Klefer não é citada em nada, não tem nada, a vida segue normal. O pessoal está
trabalhando muito. Foi uma página muito ruim para a gente. O injusto é ruim.
Durante algum tempo, causou um enorme desconforto. Houve um bloqueio momentâneo
(de verba), em função do estardalhaço. Mas, por questão de justiça, segue
absolutamente normal.
A empresa ganhou mais contratos ou perdeu
desde então?
Não
houve nenhum tipo de modificação contundente. O que houve é um mercado
recessivo, como todos estão enfrentando.
Que tipo de desafio vocês estão
encontrando para negociar as competições?
A
partir do momento em que a Globo encontra dificuldades, qualquer um pode
encontrar. É um momento em que todos estão procurando se adaptar, procurando
alternativas, renegociando. Ou seja, pouco inteligente é que não procura
medidas alternativas. É do país, de um modo geral. Nos compete ter o mínimo de
imaginação, transpiração. Não está fácil trabalhar nada. Não é algo localizado.
No Estadual temos uma parceria com a Sportplus. Estamos criando um projeto
alternativo que venha sensibilizar os clientes. Não é um problema de uma
competição, pelo fato de ser um Estadual.
Trabalhar com a Copa do Nordeste é mais
fácil do que com Estaduais?
Acho
que a Copa do Nordeste vai alavancar a profunda modificação na estrutura do
futebol brasileiro, ela mostrou que é possível se montar um esquema regional.
Amaria que retornasse o Rio-São Paulo, que é uma coisa consagrada. Como é que
isso não voltou? Juntar os dois maiores centros econômicos é muito mais que o
filé mignon.
Vocês trabalham com a Copa do Brasil. O
que acha desse ajuste no calendário que precisou ser feito por causa das
mudanças na Libertadores? Serão menos datas, mas com o mesmo número de fases.
Com
toda sinceridade, não mudou muito, na medida que tudo está diretamente ligado à
quantidade de jogos que você tenha em exposição. Seria injusto se chorasse
mágoa. O que se poderia oferecer ao mercado, (comparando) como é este ano e
como será o ano que vem, a diferença é nenhuma. Apenas uma formatação
diferente, uma concentração maior de jogos. Em vez de terminar em novembro, terminaria
em setembro, outubro.
Na posição de quem depende da exposição
para vender, como vê a entrada do Esporte Interativo no mercado para passar
parte da Série A na TV fechada?
São
nossos parceiros na Copa do Nordeste, como a Globo é também. Não vejo nenhum
tipo de problema em relação a isso. Foi um espaço que eles ocuparam por
competência. Acho que isso é bom, no todo. Para o consumidor é espetacular. De
cadeira, convivemos com os dois parceiros.
Como está Marco Polo Del Nero?
Eu o
vejo extremamente motivado. E fico muito bem impressionado com o poder que ele
tem em delegar. Vejo caras novas na CBF extremamente competentes e dispostas a
evoluir a coisa, a caminhar legal, estar em sintonia com o mundo novo. Ele
delega bem.
Ele delega para que outros sejam escudo?
Não
diria isso. É demonstração de inteligência. Ninguém sabe tudo. Ele tem no
financeiro uma pessoa, tem no marketing outra, Feldman faz a sintonia, o corpo
a corpo. Tem um time muito legal. Quem não gosta dele esculhamba por qualquer
motivo.
Sentiu uma diferença de valorização da
Seleção depois da Copa?
Imediatamente
após o 7 a 1, senti diferença. Não é uma coisa que acontece todo dia. Mas a
Seleção é tão forte, tão poderosa, que tem um poder de dar a volta por cima. O
momento da Seleção requer o Tite, que é um profissional com astral ótimo, passa
sinceridade, tem uma sinergia popular espetacular.
Teve alguma novidade em relação ao
processo na Justiça dos EUA?
Não
teve nem vai ter. O que tinha que acontecer, já aconteceu. A Klefer e eu não
fomos indiciados.

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