Flamengo espera fim do ano, mas precisa jogar planejamento 2017.

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Jogadores do Flamengo aplaudindo a torcida no Mineirão – Fotos: Staff Images / Flamengo

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DO ANDRÉ ROCHA
: Zé Ricardo deve estar louco para 2016 acabar. Dar férias aos
seus comandados e à sua cabeça com tantas mudanças repentinas, pensar a próxima
temporada e renovar o elenco. Seu time não tem mais o que entregar. Física,
técnica e taticamente.

Na
vitória por 1 a 0 sobre o América no Mineirão, o ”fato novo” foi o retorno de
Everton, que pela direita corta para dentro com a canhota e aparece melhor no
meio e na área adversária. Como no lance do gol único da partida sofrível.
O time
rubro-negro está lento e previsível. Diego é jogador de condução, finalização e
bola parada. Não passe. Muito menos o que se espera de um meia articulador: o
toque que surpreende o sistema defensivo adversário e fura as linhas. Para
piorar, seu estilo exige muito fisicamente e ele aparenta esgotamento.
No
4-2-3-1, Willian Arão fica mais preso e também contribui pouco com o passe no
último terço. Também porque Márcio Araújo não se garante sozinho com os
zagueiros na saída de bola. Na prática, o bom futebol coletivo se desintegrou.
A
impressão é de que clube e time não estavam preparados para a disputa do título
com a intensidade que o Palmeiras exigiu com sua eficiência. Excesso de
viagens, falta de peças confiáveis e dificuldade para fazer a equipe jogar de
outra forma – sem os pontas velocistas, por exemplo. Tudo para ser revisto no
ano que vem.
Se o
Flamengo não precisasse dos pontos para se garantir entre os três primeiros e
entrar diretamente na fase de grupos da Libertadores. Disputa ponto a ponto com
Santos e Atlético Mineiro. Inclusive o confronto direto com o time paulista,
além dos duelos com os paranaenses Coritiba e Atlético nas três rodadas que
faltam.
Para
isso vai precisar tirar forças e qualidade de jogo que parecem perdidos, nem os
dez dias de pausa pela data FIFA foram capazes de resgatar. Resta apelar para o
pragmatismo puro de arrancar os três pontos a fórceps, no sofrimento. Pelo
planejamento da próxima temporada.
Jogando
mal e feio como no Mineirão. É o que resta em 2016.

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