Flamengo pretende enfrentar o Atlético-PR com camisa da Chape.

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Mancuello comemorando gol durante Chapecoense x Flamengo – Foto Marcio Cunha/Mafalda Press

EXTRA
GLOBO
: O Flamengo encaminhou para sua comissão de uniformes uma proposta de
homenagem à Chapecoense na última rodada do Brasileiro, contra o Atlético-PR,
transferida para o dia 11 de dezembro. A ideia é entrar com o uniforme da
Chapecoense em campo e jogar com a camisa do Flamengo com o escudo dos dois
clubes, lado a lado. Montagens de camisa do Flamengo com supostas homenagens
foram difundidas nas redes, mas não será feito um uniforme especial para a
ocasião.

Em
virtude do excesso de ações em curso pelos clubes, a diretoria do Flamengo
evita badalar qualquer movimento de homenagem e prefere salientar o momento
difícil das famílias das vítimas. O vice de marketing do clube, Daniel Orlean,
explicou que o Rubro-negro pretende fazer um gesto carinhoso depois de passado
o luto.
— O
foco agora é garantir o conforto, a privacidade e o luto dos familiares. Nada
do que fizermos de homenagem vai trazê-los de volta. Mas não poderemos deixar
de lembrar o quanto a Chapecoense era um exemplo pra todos nós. Um clube que
nos últimos anos demonstrou força e um trabalho sério dentro e fora de campo.
Estamos estudando uma maneira de lembrar os atletas e, de alguma maneira,
ajudar as famílias e o clube a superarem esse momento difícil. Devemos
lembrá-los antes do jogo e durante toda a partida. Uma demonstração singela,
mas sincera — falou o dirigente.
O
presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, preferiu não encampar a
iniciativa de empréstimos em 2017 e pedido à CBF para a imunidade do
rebaixamento da Chapecoense, mas já informou que está disposto a ajudar no que
for necessário tão logo o impacto inicial da tragédia seja superado.
— O
Flamengo certamente prestará todas as homenagens e fará questão de participar
do esforço para reerguer a Chapecoense, cuja trajetória esportiva nos últimos
anos é admirável e não pode ser interrompida — falou Bandeira, em contato com o
EXTRA.

— Mas
acho que neste momento temos que focar em ajudar as famílias, cuidar dos
feridos e resgatar os corpos. Em resumo, ajudar quem está sofrendo — lamentou o
presidente.

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