Flamengo quer gerir o Maracanã para reduzir custos em até 30%.

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Torcida do Flamengo – Foto: Celso Pupo / Fotoarena

MARCEL
RIZZO
: Um dos principais motivos para o Flamengo insistir em ter a gestão do
Maracanã é o de diminuir os custos operacionais do estádio em dia de jogos.

Se a
concessão acabar nas mãos de uma empresa, a estimativa de gasto é de R$ 590 mil
para partida com o campo cheio (65 mil espectadores) – o concessionário poderia
determinar certos fornecedores, conforme contratos firmados.
Ao
gerir o estádio com um parceiro, com seus fornecedores contratados por meio de
comparações de orçamento, a diretoria do Flamengo espera economizar até 30% da
operação.
Contra
o Corinthians, dia 23 de outubro, com 65.743 pessoas no Maracanã, o Flamengo
gastou R$ 414.908 com esse gerenciamento. Bate nos 30% a menos do que os preços
estimados anteriormente por Flamengo e Fluminense, outro clube que tem intenção
de gerir o Maracanã — a gestão foi do clube com parceiro.
Se
ganhar a concessão, o Flamengo deve fechar acordo com a empresa CSM para fazer
suas operações de jogos. Esses gastos consistem em segurança, limpeza, postos
médicos, ambulância, orientação ao público, grades, brigadistas, credenciamento,
carros elétricos para acessibilidade, entre outros pontos.
Hoje,
o Maracanã está concedido à Odebrecht, construtora que liderou a reforma para a
Copa de 2014. A empresa, porém, quer devolvê-lo ao Governo do Rio, que também
não pretende ficar com o estádio, devido ao alto custo de manutenção (estima-se
que ultrapasse os R$ 10 milhões por ano).
O
Flamengo defende uma licitação, onde concorreria ao lado de parceiros. A
Odebrecht, porém, com o aval do Governo, está propensa a vender a concessão à
empresa francesa Lagardere, como publicou a ESPN.
O
Flamengo, apurou o blog, é contra. Um dos motivos é que a Ferj (Federação
Estadual de Futebol do Rio) participa do projeto dos franceses. A Lagardere tem
como parceira no Brasil a BWA, empresa que ficou conhecida por fazer a operação
na entrada dos estádios por meio de catracas eletrônicas.
O
grupo francês gerencia no Brasil a Arena Castelão, em Fortaleza, e o
Independência, em Belo Horizonte.

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