Flamengo repudia veto e chama gestão do CBB de ‘arcaica’.

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Mascote do Flamengo em partida de Basquete – Foto: Bruno Lorenzo

GLOBO
ESPORTE
: O Flamengo vai recorrer “a todas as instâncias” e
“acionará todos os órgãos que administram” o basquete no Brasil para
ter o direito de disputar a Liga das Américas. Com a suspensão da Confederação
Brasileira de Basquete (CBB) pela Federação Internacional de Basquete (Fiba)
até 28 de janeiro os clubes do país foram proibidos de disputarem torneios
internacionais. Além do Flamengo, o Bauru também foi afetado.

“(…)
o Flamengo atuará em todas as instâncias, em conjunto com a Liga Nacional de
Basquete, e acionará todos os órgãos que administram o esporte no Brasil para
que o mérito esportivo seja respeitado, o suor de nossos atletas em quadra não
tenha sido em vão e tenhamos o direito de buscar mais um título
continental”, diz a nota oficial publicada no site do clube. 
Ainda
no comunicado, o Flamengo diz que recebeu com “perplexidade” a
notícia de que tinha sido punido indiretamente e ficado de fora do que chamou
de “mais importante competição da temporada 2016/2017”. Chamou o
sistema que rege o esporte brasileiro de “arcaico e pouco eficiente”.
O clube demonstra apoio à intervenção da Fiba na CBB por problemas de gestão e
afirma que tem ótimo relacionamento com a entidade internacional. Lembra que
para o Rio 2016 investiu R$ 18 milhões em estrutura para esportes olímpicos.
“Por
acreditar que o basquete nacional precisa de uma reformulação geral, o Flamengo
apoia um sistema em que clubes, atletas, técnicos e Federações tenham o mesmo
peso, sejam “poderes” equivalentes, e possam, juntos, com equilíbrio
de forças, mudar os rumos do esporte brasileiro”, diz a nota. 
Confira a íntegra do comunicado:
O
Clube de Regatas do Flamengo vem a público se manifestar quanto à punição
indiretamente recebida após a FIBA (Federação Internacional de Basquete)
suspender a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) de suas atividades.
No dia
11 de junho de 2016, o Flamengo vencia a equipe do Bauru Basket na final do
Novo Basquete Brasil 8. Com essa vitória, e consequentemente mais um título do
campeonato brasileiro de basquete, o quinto de sua história, o Rubro-Negro
confirmou sua hegemonia nacional e juntou esse troféu às taças da Liga das
Américas e da Copa Intercontinental, duas competições homologadas pela mesma
FIBA, em 2014.
Na
última segunda-feira (14), o Flamengo recebeu com perplexidade a notícia de que
teria sua participação na próxima edição da Liga das Américas suspensa, assim
como a equipe de Bauru, já que, de acordo com o artigo 10.3 dos Regulamentos da
FIBA, “(…) um membro suspenso pela Federação perde seus direitos(…) e
suas equipes e funcionários não podem organizar/participar de nenhuma competição
ou atividade internacional”. Sendo Flamengo e Bauru equipes ligadas à CBB,
automaticamente estaríamos fora da mais importante competição em nosso
planejamento para a temporada 2016/2017.
O
Flamengo repudia tal fato e entende que é chegada a hora de o sistema que rege
o esporte brasileiro, arcaico e pouco eficiente, ser repensado. Mesmo após
quatro anos de austeridade financeira, o Flamengo superou suas dificuldades e
investiu nos esportes olímpicos como poucos fizeram no Brasil, sempre em busca da
excelência, com transparência e ética. O resultado deste modelo de gestão foi a
conquista de títulos não só no basquete, mas também na ginástica artística,
natação, nado sincronizado, polo aquático e em todas as modalidades olímpicas
em vigência na Gávea.
Nos
últimos quatro anos, de acordo com seu planejamento para a Rio 2016, o Flamengo
investiu cerca de R$ 18 milhões em equipamentos, infraestrutura e capacitação
de pessoal. Como consequência, 18 profissionais representaram o Clube nos
últimos Jogos Olímpicos (foram mais de 200 em todas as edições), mantendo a
tradição rubro-negra de estar presente no mais importante evento esportivo do
mundo.
Por
acreditar que o basquete nacional precisa de uma reformulação geral, o Flamengo
apoia um sistema em que clubes, atletas, técnicos e Federações tenham o mesmo
peso, sejam “poderes” equivalentes, e possam, juntos, com equilíbrio
de forças, mudar os rumos do esporte brasileiro. O Flamengo acredita no modelo
das ligas, sendo um dos fundadores da Liga Nacional de Basquete, há nove
temporadas, e da Liga Brasileira de Polo Aquático, que nasceu em 2016 após
inúmeras tentativas de diálogo com a Confederação que rege esta modalidade no
país. Quando falamos em Liga, leia-se: clubes unidos e coordenados em prol de
um único objetivo, o bem do esporte. 
O
Flamengo apoia a intervenção da FIBA na CBB no que diz respeito ao não
cumprimento de suas obrigações, problemas de gestão, falta de pagamentos e
falhas no plano de reestruturação da entidade nacional. O Clube tem ótimo relacionamento
com a Federação Internacional e reconhece seu trabalho a favor da evolução do
basquete nas Américas.
Entretanto,
o Flamengo atuará em todas as instâncias, em conjunto com a Liga Nacional de
Basquete, e acionará todos os órgãos que administram o esporte no Brasil para
que o mérito esportivo seja respeitado, o suor de nossos atletas em quadra não
tenha sido em vão e tenhamos o direito de buscar mais um título continental.

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