Flamengo tem muita história pra contar na Ilha do Governador.

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Foto: Divulgação

ANDRÉ
ROCHA
: O Flamengo fechou acordo por três anos para a utilização da Arena da
Ilha do Governador como sua casa a partir de 2017.

A
indefinição do Maracanã e a rivalidade com o Botafogo que inviabiliza uma
parceria com o Engenhão fizeram o clube rubro-negro se antecipar e garantir um
estádio no Rio de Janeiro para evitar o desgaste de tantas viagens que
desgastaram o time nesta temporada.
Arena
da Ilha que foi inaugurada como Estádio Luso Brasileiro em 1965, e já foi Arena
Petrobrás – adaptada para receber 30 mil pessoas, foi muito utilizada em 2005,
já que o Engenhão ainda não existia e o Maracanã estava em obras para receber o
Pan-Americano dois anos depois.
Tudo
isso constrói uma história do Flamengo por lá que começa em 1969 até os 3 a 3
com o Botafogo este ano. Foram 35 partidas, com 19 vitórias, oito empates e
oito derrotas. Considerando três pontos por vitória para facilitar o cálculo, o
aproveitamento seria de 62%. Marcou 68 gols, sofreu 41. Zico marcou seis gols e
é o artilheiro do clube no estádio.
Além
dos números, o blog apresenta algumas histórias interessantes do rubro-negro na
Ilha do Governador.
1 – Jovem Bandeira viu primeiro gol de
Doval
O
presidente Eduardo Bandeira de Mello lembrou ontem na celebração do acordo que,
então com 16 anos, viu o primeiro jogo do Fla no Estádio Luso Brasileiro em 4
de maio de 1969. Também foi o primeiro gol do ídolo Doval com a camisa rubro-negra,
na vitória por 4 a 1 sobre a Portuguesa da Ilha;
2 – Gol do goleiro Ubirajara
Na
segunda partida do clube no estádio, um fato histórico: o gol do goleiro
Ubirajara Alcântara. Aproveitando-se dos fortes ventos na região que acabaram
virando lenda, bateu um tiro de meta e encobriu o goleiro do Madureira na
vitória por 2 a 0 em maio de 1970. Na preliminar, um menino chamado Zico, aos
17 anos, marcou quatro gols na Portuguesa pelos juvenis;
3 – Conquista de título
Em
1979, ano da conquista dos dois títulos estaduais por conta de um calendário
esdrúxulo, o Flamengo confirmou o título da Taça Guanabara, o quinto de sua
história, com os 2 a 0 sobre a Portuguesa. Dois gols de Zico, já no auge da
carreira aos 26 anos;
4 – Gol olímpico, mas primeira derrota
O
primeiro revés viria na sétima partida disputada no estádio. Em outubro de
1982, um Flamengo dividido entre o Estadual e a Libertadores foi ao Luso
Brasileiro para enfrentar a Portuguesa com time misto. Mas com Zico, que
aproveitou o mesmo vento que ajudara Ubirajara em 1970 para marcar um histórico
gol olímpico, já que ele fez apenas dois desta forma em toda a carreira. Mas
não evitou os 3 a 2 para o time mandante;
5 – ”Prazer, sou o Tevez”
Um
Flamengo irregular sofria no Brasileiro de 2005. Bravateiro, o presidente
Márcio Braga resolveu promover o clássico contra o Corinthians com provocação
ao argentino Carlos Tevez, contratado a peso de ouro pelo time paulista ao Boca
Juniors: ”Tevez? Quem é Tevez? Pensei que fosse o juiz da partida”. O resultado
foi a vitória do Corinthians por 3 a 1 na então Arena Petrobras e a resposta do
craque que seria campeão no final do ano: ”Agora ele me conhece”;
6 – A maior derrota no estádio
O time
claudicante sofreu diante de outro gigante paulista em 2005. O São Paulo
campeão da Libertadores e que ganharia o mundo em dezembro contra o Liverpool
vinha oscilando no Brasileiro, chegou até a entrar na zona de rebaixamento, mas
resolveu despertar logo diante do rubro-negro: 6 a 1 que gerou profunda crise
no clube;
7 – A salvação com Joel Santana
Após a
derrota por 2 a 1 para o Vasco em São Januário, o treinador Andrade, interino
que acabou efetivado, voltou a ser auxiliar e Joel Santana foi contratado para
uma missão que parecia impossível: evitar o rebaixamento faltando nove rodadas.
Das seis vitórias que junto com os três empates garantiram a equipe na Série A,
duas aconteceram na Ilha do Governador: a primeira com Joel, nos 2 a 1 sobre o
Coritiba, gols de Renato (foto) e Fellype Gabriel, e ainda os 3 a 0 sobre o
Fortaleza. A confirmação viria com o triunfo fora de casa por 1 a 0 sobre o
Paraná. O primeiro milagre do Natalino.

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