Largadère diz que Clubes serão protagonistas no Maracanã.

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Vista panorâmica do Maracanã – Foto: Marcelo Souza

GLOBO
ESPORTE
: Depois de longo tempo em silêncio, em meio às negociações pelo
Maracanã, a Lagardère posicionou-se e reagiu. Se a CSM, parceira de Flamengo e
Fluminense, disse ao GloboEsporte.com que se considera favorita, a
multinacional francesa enviou comunicado à imprensa, citando experiência na
administração de arenas e estádios pelo mundo.


Somos um grupo que fatura R$ 36 bilhões por ano, o segundo maior editor de
livros do mundo e um dos maiores grupos de mídia da Europa. Temos concessões de
lojas em mais de 150 aeroportos. Temos 58 arenas ao redor do mundo, inclusive
45 estádios. Na Europa, é comum terceirizar o marketing esportivo dos clubes e
temos 70 deles no mundo e 200 somando atividades. Clubes de ponta, como
Borussia Dortmund, Olimpique Lyonnais e etc… Estamos há três anos no Brasil e
já investimos R$ 30 milhões – disse Aymeric Magne, CEO da Lagardère Sports
Brasil.
A
Lagardère tem como meta a presença de clubes europeus no Maracanã, a fim de
expandir a marca do estádio internacionalmente.
– O
estádio é a maior arena do mundo e deve ser tratado dessa forma. Temos que
desenvolver sua parte comercial. Podemos, por exemplo, buscar times europeus
para fazer sua pré-temporada aqui no Rio, com jogos no Maracanã – conta o CEO.
O
Flamengo já manifestou oposição à Largadère, parceira da empresa BWA, e disse
estar alinhado somente com o que planeja a CSM. O Rubro-Negro acredita que não
seria protagonista com os franceses assumindo a administração do estádio.
Aymeric garante o contrário.

Podemos garantir que os clubes serão protagonistas, mas não queremos que se
preocupem em administrar, em pagar conta de luz e demais especificidades
técnicas. Queremos que os clubes se preocupem em montar bons times, cuidar da
base. Nós temos interesse de entrar no Rio de Janeiro e ficar. Não somos uma
empresa que chega e vai embora” ressalta Aymeric.
É bom
destacar que o Flamengo também é contrário à participação da empresa BWA no
consórcio.
Para
Flávio Portella, diretor de arenas da Largardère no Brasil, apresentou cálculos
que considera necessários para a administração e manutenção do Maracanã. Com tais
valores em mãos, disse que a empresa francesa é capaz de viabilizar isso.
Estamos
há 24 anos no mercado mundial. A concessão do Maracanã é de 32 anos e um custo
anual de R$ 50 milhões, o que daria R$ 1,6 bilhão até o fim da concessão. Além
disso, há a necessidade de investimento de R$ 300 milhões ao longo do contrato.
Ao todo, o montante chega perto dos R$ 2 bilhões. Temos condições de assumir o
risco até o fim. A concessão só pode ser passada a quem tem experiência
comprovada em gestão de arena. Temos mais tem mais de 50.

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