Maracanã deve anunciar nova concessionária nas próximas horas.

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Maracanã em dia de jogo do Flamengo – Foto: Buda Mendes/Getty Images

JORGE
NICOLA
: O torcedor de futebol do Rio de Janeiro conhecerá nas próximas horas a
nova administradora do Maracanã, que comprará a concessão da Odebrecht. A
francesa Lagardère e a inglesa CSM disputam o direito de tocar o principal
estádio do país e se consideram favoritas por diferentes motivos: o know-how na
gestão das arenas por parte da Lagardère e a parceria com Flamengo e Fluminense
pelo lado da CSM.

A
experiência da Lagardère na administração de arenas lhe garante vantagem neste
quesito diante da concorrente, que entrou na concorrência mais recentemente. De
acordo com seu site, a CSM tem como especialidade a comercialização de
camarotes, alimentos e hospitalidade corporativa.
Uma
das exigências do edital de convocação para a administração do Maracanã trata
sobre a experiência no gerenciamento de arenas. Os itens 11.5.2 e 11.5.3 cobram
a comprovação da experiência da licitante em operação e manutenção de ao menos
um estádio com capacidade mínima de 20 mil pessoas.
Em sua
proposta, a Lagardère afirmou que administra mais de 50 arenas pelo mundo,
sendo o Independência e o Castelão dentro do Brasil.

“Somos um grupo que fatura
R$ 36 bilhões por ano”, garante Aymeric Magne, CEO da Lagardère Sports Brasil.

“Temos 58 arenas ao redor do mundo, inclusive 45 estádios. Na Europa, também é
comum terceirizar o marketing esportivo dos clubes e temos 70 deles”,
acrescenta, citando Borussia Dortmund e Lyon.

Apesar
da falta de experiência, a CSM aposta na força política de seus parceiros
Flamengo e Fluminense, que têm feito trabalho pesado nos bastidores. O
presidente rubro-negro Eduardo Bandeira de Mello tem falado grosso nas
entrevistas sobre o tema.
“Vou
me surpreender se a nossa proposta não for aceita. Somos a única empresa que
tem contrato com Flamengo e Fluminense, independentemente do sócio torcedor que
fazemos com eles. Porque nossa filosofia é a mesma dos clubes: a gente entende
que os clubes devem ser os protagonistas, não uma empresa qualquer de marketing
esportivo”, Cadu Ferreira, executivo da CSM.

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