Números e ironias na vida do Flamengo no Brasileirão.

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Foto: Divulgação

JUCA
KFOURI
: Éramos todos unânimes sobre a falta que o Maracanã fazia na vida do
Flamengo neste Brasileirão.

Pois o
Flamengo voltou a jogar em casa e desde então empatou os três jogos sempre com
muita torcida a apoiá-lo, 44.568 pagantes em média, considerável reforço financeiro,
mas com pobre resultado esportivo, apenas 33% de aproveitamento.
Em
Cariacica, por exemplo, foram cinco jogos e cinco vitórias, embora com média de
público de apenas 14 mil torcedores, porque é o possível lá.
No
Pacaembu também o aproveitamento foi de 100%, em dois jogos, com média de 26
mil torcedores.
Pior
que no Maracanã, esportivamente falando, só na Arena das Dunas, onde o Mengo
jogou uma vez e perdeu, porque no Mané Garrincha o aproveitamento foi de 58% e
em Volta de Redonda de 77%.
Por
favor, que ninguém chegue à conclusão que o Maracanã faz mal ao Flamengo.
Apenas
veja como até mesmo os números são relativos.

Ricardo está apanhando da torcida, mas ganhou 63,6% dos 99 pontos que disputou,
enquanto o consagrado Muricy Ramalho ficou com apenas 44,4% dos 9 pontos
disputados por ele no Brasileirão.
Muricy
ganhou um jogo, empatou outro e perdeu mais um.

Ricardo venceu 18 vezes, empatou nove e perdeu seis.
Como
escreveu meu amigo Mário Magalhães, passar a temporada sem nenhum título é
grave para um clube do tamanho do Flamengo.
Mas,
digo eu, a campanha do Brasileirão, garantida a vaga direta na Libertadores, é
razoável.
Obtido
o vice-campeonato, será boa.
Se o
bi da Libertadores vier no ano que vem, terá sido estupenda.

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