O Flamengo voltou a vencer.

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“Mannequin Challenge”, comemoração inusitada do Flamengo contra o América-MG – Foto: Denis Dias/Gazeta Press

ESPN
FC
: Por Marcos Almeida

Você,
rubro-negro que não foi ao estádio (de perto é outra história). Como assistiu à
vitória do Mengão sobre o América? Com o afinco de sempre ou um pouco relaxado?
Tenso, com a musculatura travada, ou mais tranquilo, esparramado no sofá?
Esgoelando-se ou apenas resmungou a cada oportunidade que o time abriu mão de
criar?
Para
todas as perguntas, fico com a segunda alternativa. Meu único porém é o
esparramar-me no sofá. Acredito que dá azar. Caso contrário, esparramar-me-ia.
Pois
bem. Na mesma sintonia que eu (e creio que muitos de nós) esteve o time do
Flamengo. Completamente desencanado. O baque foi grande com os 4 tropeços
consecutivos. O hepta virou milagre, o cheirinho foi para o beleléu e ainda
está duro lidar com a realidade. Restou-nos a modorrenta briga pelo G3,
facilitada pela derrota do Botafogo e pela situação do Atlético-MG. O Galo divide
atenções entre Brasileiro e Copa do Brasil, podendo até dar vida a um G4, se
conquistá-la.
Como
se tudo isso não bastasse, o confronto da noite era contra o lanterna do
campeonato, em um Mineirão sem sequer maioridade numérica da torcida local.
Difícil buscar motivação diante dessa comunhão de fatores. O problema do
Flamengo, nesta quarta-feira, teve muito mais viés psicológico que
futebolístico.
O
desânimo não bate só no torcedor. Contagia jogador, comissão técnica… E, sem
tesão algum, o Mengo foi a campo. Fica claro que o time não passou perto de
marcar um gol quando Leandro Damião joga os 90 minutos sem arriscar uma
bicicleta.
O
Flamengo não criou. Teve uma cabeçada do Damião por cima do gol, uma do Juan
defendida facilmente, um chute de – e para – fora do Gabriel, outro do Jorge, e
mais um do Jorge – esse de dentro -, que, por falha do goleiro, beijou a trave.
Convenhamos que chutar de longe e testar cruzamento, sem perigo, não é lá muito
bem criar. Digamos, então, que tivemos chances. Nenhuma clara.
As
principais oportunidades foram do América. Paulo Victor salvou o desvio daquele
que cabeceia com o ombro: Michael. Mesmo Michael que, cara a cara com o
goleiro, furou. Era o Coelho honrando a posição que ostenta na tabela. Quem
honrou o vínculo de seu contrato foi Nixon. Teve a faca, o queijo e até o
guardanapo para abrir o placar. Mas Nixon é do Flamengo, não podia marcar
contra o clube que detém os seus direitos. Bateu para fora.
Mais
rubro-negro que Nixon, só Jonas. A cabeçada de Éverton não ia dar em nada. Não
ia. Como um dançarino, Jonas girou e desviou para a rede. Em mais uma chance
criada pelo América, o Flamengo marcou. 1 a 0, e “mannequin challenge” pra
galera.
Vencemos,
está bom. Só não vai estar se, em 2017, ainda não tivermos meio-campo. Zé
Ricardo terá tempo o suficiente para acabar com essa história de ou o zagueiro
lança/sobe; ou Diego tem de voltar para iniciar a jogada. Diego é craque e o
Flamengo só está onde está por causa dele, mas não dá para ele ser o
responsável por todas as ações do meio-campo sempre que o time tem a bola.
Ainda mais em se tratando de uma equipe que geralmente tem cerca de 60% da
posse.
Deixemos
as críticas mais pesadas para outra hora. Afinal, temos o prazer de sermos do
único clube que festeja o aniversário em 72 horas. No dia 17, completamos – de
fato – mais um ano de história. No dia 15, comemoramos. E no dia 16? No dia 16,
oras, ganhamos o presente. Esse ano quem deu foi o América, de Jonas. Muito
obrigado.
Para
refletir
Sei
que o Mengo nada tem a ver com isso. Mas se Carol Portaluppi não bombasse nas
redes, estivesse fora dos padrões de beleza ou fosse homem, teria o Grêmio sido
punido com a perda do mando de campo?
Vergonha
do STJD, orgulho de ser Flamengo.
Feliz
aniversário, Nação!

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