Obstrução nasal.

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Arte: Divulgação

FLAMENGO
RJ
: É claro que depois de chegarmos à liderança em uma reta final, mesmo que só
por uns poucos minutos, a percepção de distanciamento do título acaba deixando
um gostinho de decepção. A sensação de “nariz entupido” incomoda e seria
hipocrisia negar isso.

Me
consolo olhando para as dificuldades que enfrentamos em um ano absolutamente
atípico e, mais uma vez, enfrentando arbitragens absolutamente TÍPICAS.
Nas
mãos de quem o Futebol Brasileiro está, e sendo conduzido da forma que é, o
Flamengo precisará ser ainda mais forte, dentro e fora das quatro linhas, do
que já é, para se tornar Hepta.
Mas
seria pura ilusão achar que esse foi o único motivo de passarmos mais um ano sem
o grito de Campeão. NÃO FOI!
Nem
mesmo as constantes viagens servem mais como argumento, já que nosso desempenho
no Maracanã vem sendo BEM inferior ao que tivemos como mandantes fora do Rio.
Oscilamos
demais no início, desperdiçamos pontos DEMAIS no decorrer e não conseguimos
manter a pegada no final, o que acabou tendo o seu preço.
Embora
nosso elenco esteja entre os mais fortes, mais uma vez, foi sendo montado ao
longo da competição. A aposta em um famoso Medalhão para comandar nossa equipe
este ano não produziu os resultados esperados e fomos obrigados a mudar tudo
que havia sido planejado.
Exatamente
por isso, pelo menos para mim, se tivemos um “Destaque” em 2016, esse não foi
Arão, Muralha, Jorge, Guerrero e nem mesmo Diego.
Sem
usar as seguidas viagens como muleta (como seu famoso antecessor), Zé Ricardo
demonstrou uma PUTA personalidade, comando e alternativas táticas que (mesmo se
utilizando de jogadores execrados pela quase totalidade de nós mesmos)
surpreenderam a mídia mais exigente.
Erra?
CLARO que erra! Como o Guardiola erra, o Mourinho erra, nossa Diretoria erra,
nossos principais jogadores erram e, mesmo nós, constantemente erramos em
nossas avaliações.
Só que
não foi ele quem errou pênalti no último lance de uma partida, deu de presente
o gol da vitória adversária, falhou debaixo das traves, escorregou na frente de
um atacante, deixou para trazer reforços no meio da competição ou manipulou
arbitragens.
Seria
injusto deixar de dar o devido valor a um desempenho, que não mereceria ser
desprezado, mesmo se tivesse sido conseguido pelo Muricy .
Méritos
também para os nossos Gestores, que, até chegaram a testar o Jaime, mas, como
incorrer no mesmo erro configuraria uma burrice que não lhes pertence,
resolveram (SABIAMENTE) apostar na RENOVAÇÃO.
Alguém
aqui acha que, obrigatoriamente, o Abelão, Joel Santana, Levir, ou qualquer
outro dos disponíveis, faria melhor?
Nossos
jogadores acreditam nele, o ambiente interno parece ser o melhor possível
(titulares e reservas SEMPRE comemoram juntos), e o Zé conhece muitíssimo bem o
Flamengo.
Medo
dele na Libertadores por que? Será que o resultado pode ser pior do que vem
sendo, com o bando de Medalhões com os quais a disputamos nos últimos anos?
Penso
que devemos valorizar mais a CONSISTÊNCIA da nossa mudança de patamar no
futebol brasileiro. Sim, o Flamengo é INCAÍVEL, mas só agora está se livrando
do estigma da segunda página.
Nosso
elenco já está entre os melhores e será pontualmente reforçado para o ano que
vem, sem loucuras, sem precipitações, sem necessidade de “Engenharias
Financeiras” e sem sermos obrigados a começar do Zero, pela fuga em massa dos
que gostaríamos que ficassem, mas não tínhamos condições de manter.
Tenho
certeza que se no início do ano nos dessem um documento, onde existisse uma
cláusula que nos garantisse uma vaga já na fase de grupos da Libertadores,
MUITO POUCOS de nós deixariam de assinar.
Depois
que o Muricy pediu o boné então, eu seria capaz de voar no pescoço do cara que
estivesse com esse documento em mãos e ameaçasse ir embora.
Claro
que não vou ficar aqui soltando foguetes, com MAIS UMA equipe do “Lado PODRE da
Força” levando o caneco pra casa. Mas também não vou ficar lamentando
eternamente a perda de um título, que, inegavelmente, disputamos até o fim.
Prefiro “assoar meu nariz” e passar a olhar para a Libertadores de 2017 de uma
forma bastante mais otimista que nos últimos anos. O que não faltam são motivos
para isso e acredito ser esse o papel do torcedor, que acredita no trabalho que
vem sendo feito.
PRA
CIMA DELES, MENGÃO!
Ricardo
Perez

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