Parceira do Flamengo tentará comprar concessão do Maracanã.

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Bandeira do Flamengo no Maracanã – Foto: Divulgação

O
GLOBO
: O título brasileiro ficou difícil, para o Flamengo, mas isso não quer
dizer que o clube não siga no ataque, especialmente do lado de fora de campo.
Enquanto o Estado do Rio tenta vender a atual concessão para o grupo em que
estão Lagardère e BWA, o rubro-negro trabalha para garantir protagonismo na
nova administração. O sonho do clube é uma nova licitação, que fica cada vezes
mais distante. No entanto, a CSM, empresa parceira da dupla Fla-Flu, vai
arriscar uma cartada final. Confiando na estreita relação com os clubes, a
empresa vai tentar, sozinha, fazer uma contraproposta ao governo para comprar a
atual concessão.

Acreditando
num modelo mais econômico e viável para os clubes, mesmo sem poder contar com a
sociedade formal do Flamengo, a CSM vai apresentar sua proposta na próxima
semana. Fontes ligadas aos clubes e ao governo confirmaram essa movimentação.
Apesar
de ter encomendado estudo de viabilidade econômica de uma nova licitação para a
Fundação Getúlio Vargas (FGV), o governo estadual mudou de ideia sobre o tema.
Influenciado por Júlio Bueno, assessor especial do governo e ex-candidato à
presidência do Fluminense, o governador Luiz Fernando Pezão e o vice Francisco
Dornelles acreditam que repassar o contrato atual é mais rápido, seguro e
economicamente viável.
FLA NOTIFICA LAGARDÈRE
A
proposta da Lagardère e BWA já está na mesa de Bueno. O governo gosta dela, mas
o Flamengo não. Na quarta-feira, o presidente do clube, Eduardo Bandeira de
Mello, informou à matriz da empresa francesa Largaderè que o clube não jogará
no estádio caso o grupo assuma.
— Se
houver uma solução em que o Flamengo não participe, o time não vai jogar no
Maracanã. O que a torcida precisa saber, e estar preparada, é que se inventarem
uma solução heterodoxa com um grupo estranho que venha a assumir, e ele achar
que vamos ser obrigados a jogar no Maracanã por causa disso, vão quebrar a
cara. O Flamengo gosta muito do Maracanã, mas sobrevive sem ele. Não sei se o
Maracanã sobrevive sem o Flamengo — disse. — Podemos assegurar que, se o
Flamengo for o gestor, o estado não vai precisar colocar um centavo sequer na
manutenção do estádio. Não sei se outros grupos poderiam garantir o mesmo.

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