Recusa de Diogo Barbosa reacende rivalidade entre Flamengo e Bota.

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Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

LANCE:
O lateral Diogo Barbosa descartou qualquer possibilidade de trocar o Botafogo
pelo Flamengo. O suposto interesse do Rubro-Negro no jogador acabou fazendo os
dirigentes dos dois clubes reviverem o caso de Willian Arão, que no fim do ano
passado se desligou do Glorioso para ser titular do time flamenguista. O caso
está na Justiça até hoje, com os dois clubes longe de um acordo.

Porém,
Arão não foi o único momento de tensão envolvendo os dois clubes. Botafogo e
Flamengo já trocaram chapéus no futebol e isso vem de longa data. O LANCE
relembrou alguns casos:
FERNANDO MACAÉ
O
maior “chapéu” que se tem história no relacionamento entre os dois
clubes aconteceu na década de 80, envolvendo o atacante Fernando Macaé, que
despontava pelo Bangu. O jogador foi procurado pelo Flamengo e acertou de boca
a sua ida para a Gávea. Os dirigentes do Rubro-Negro gravaram entrevistas
confirmando a data da apresentação do jogador. Porém, não havia a assinatura de
contrato e o Botafogo agiu rapidamente. Depositou para o Bangu o valor do passe
do jogador e ainda adiantou luvas. O desfecho foi que Fernando Macaé, esperado
na Gávea, acabou sendo apresentado no Botafogo.
CARLOS ALBERTO DIAS
No
início dos anos 90 o Botafogo acertou um pré-contrato com Carlos Alberto Dias,
habilidoso meia que despontava no futebol paranaense. Porém, o Flamengo entrou
no circuito e pagou a passagem do jogador para o Rio de Janeiro, inclusive o
levando para treinar na Gávea. Porém, o então presidente do Botafogo na época,
Emil Pinheiro, famoso bicheiro carioca, fez valer o pré-contrato e o jogador
acabou retornando ao Botafogo sob pena de ficar impedido de jogar.
Por um
capricho do destino, Carlos Alberto Dias decidiu um clássico contra o Flamengo
e ainda marcou o gol do título carioca de 1990 na final contra o Vasco.
RENATO GAÚCHO E BUJICA
O
episódio envolvendo Carlos Alberto Dias, que quase foi parar na Justiça, esquentou
de vez o relacionamento entre Emil Pinheiro e a diretoria do Flamengo. Só que o
presidente do Botafogo era um homem muito rico e não deixava de gastar quando o
assunto era a contratação de reforços. No ano seguinte, em 1991, ele percebeu a
oportunidade de tirar do rival Renato Gaúcho, na época um dos principais
atacantes do futebol nacional. E foi o que aconteceu.
Em
1991 Renato Gaúcho trocou o Flamengo pelo Botafogo, que também tirou do rival
Bujica, um centroavante folclórico que tinha surgido com destaque no time da
Gávea ao marcar dois gols em um clássico contra o Vasco que marcou a estreia de
Bebeto com a camisa vascaína. Essa, outra negociação de final indigesto para os
flamenguistas.
No
caso da negociação de Renato Gaúcho o Flamengo riu por último, pois os dois
clubes decidiram o Brasileiro de 1992 e o Rubro-Negro foi campeão. Já o
ponta-direita acabou “expulso” do Glorioso e sequer jogou o segundo
jogo da final porque após os 3 a 0 da primeira partida se deixou filmar na
festa de comemoração do centroavante Gaúcho, então no Flamengo.
IRANILDO
O
Botafogo campeão brasileiro de 1995 tinha um talismã. Era Iranildo, que entrava
no segundo tempo dos jogos e costumava ajudar nas vitórias. Após o caneco,
porém, o jogador, então vinculado ao Madureira, acabou se transferindo para o
Flamengo em uma jogada de gênio do então presidente Kléber Leite, que conseguiu
convencer Elias Duba, comandante do Madureira, a liberar o jogador por uma
negociação lucrativa para o clube suburbano.
Na
época o fato gerou a revolta de Carlos Augusto Montenegro, presidente do
Botafogo, que ironizou Iranildo após o Alvinegro ganhar a Taça Cidade
Maravilhosa de 1996. O jogador não teve grande sucesso no Flamengo.
CLAITON
Dez
anos depois, no fim de 2006, o Flamengo voltou a aplicar um “Chapéu”
no Botafogo ao contratar o volante Claiton, que tinha se destacado pelo clube
alvinegro no Campeonato Brasileiro.
A
negociação irritou o presidente botafoguense Bebeto de Freitas, que quase
cortou relações com Márcio Braga, na época à frente do Flamengo. Claiton fez
parte do elenco campeão carioca de 2007 pelo Rubro-Negro, justamente em uma
decisão com o Glorioso.
WILLIAN ARÃO
O caso
mais recente envolvendo os dois clubes está na Justiça até hoje e se refere aos
direitos federativos do volante Willian Arão. O Botafogo tenta fazer prevalecer
a renovação de contrato automática que obrigaria o jogador a permanecer em
General Severiano até o fim de 2016.
Porém,
Arão não aceitou receber o dinheiro que o Botafogo deveria pagar pela renovação
de contrato, alegando que a Fifa já tinha acabado com a renovação automática.
Em seguida o jogador acertou com o Flamengo.
O caso
revoltou o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, que cortou relações
com Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo.

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