“Se dedicou muito ao futebol”, diz tio de Marcelo, ex-Flamengo.

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Marcelo, ex-zagueiro do Flamengo – Foto: Andujar/Getty Images

G1: “O
Marcelo é um jogador que sofreu muito na infância. Sempre se dedicou muito ao
futebol. Com muito sacrifício chegou lá. Então a notícia para nós foi muito
difícil. A família inteira está triste, Juiz de Fora está triste”, disse
Walter da Silva, tio do zagueiro Marcelo, que estava no avião que caiu na
Colômbia.

O
jogador estava no avião que transportava a delegação da Chapecoense para a
primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional e
que fez um pouso forçado na madrugada desta terça-feira na região de Antióquia,
na Colômbia.
Jorge
Manoel, tio de Marcelo, disse que o zagueiro conversava muito com a prima e que
ele se dizia muito feliz por voltar aos gramados depois ficar fora tratando de
lesão. Disse ainda que o jogador pensava nos últimos jogos da temporada e nas
férias com os parentes em Juiz de Fora.
“Ele
ficou muito tempo parado e até falou com a minha filha, com quem ele conversa
muito. Ele estava feliz por estar voltando, jogou contra o Palmeiras, estava se
preparando para ir à Colômbia e estava pensando nas férias. Estávamos até preparando
a festa. Mas infelizmente, o destino”, afirmou.
Jorge
afirmou que os parentes receberam a notícia de que o avião em que o sobrinho
estava havia se acidentado por volta das 3h da manhã. 

“Muito triste. Não
sei como te explicar. Ali desabou o chão para a gente. Foi este corre-corre e a
gente está aguardando como vai proceder. Estamos esperando a ligação do
empresário dele para passar mais informações para a gente”, disse.

O
também tio Walter da Silva afirmou que as únicas informações que a família tem são
as repassadas pelos canais de TV. “A princípio ficou o susto. Ninguém sabe
nada, só o que aparece na televisão. E a gente está aguardando, mas o momento é
muito triste. Confesso que não gostaria isso para família nenhuma”,
lamentou.
A mãe
do zagueiro espera por notícias na casa da avó dele, no Bairro Francisco
Bernardino, em Juiz de Fora. Os pais do jogador não falaram com a imprensa.
‘Que
esteja vivo’
“A
esperança é que ele esteja vivo”. A frase é de Adilson Gomes, um dos
primeiros técnicos de Marcelo.  De acordo
com ele, o fato de terem sido encontrados sobreviventes faz com que eles tenham
esperança de que o zagueiro esteja vivo.
Adilson
foi um dos primeiros técnicos de Marcelo. O zagueiro entrou na escolinha quando
tinha 16 anos e, de lá, foi para o Tupi-MG, em seguida Macaé, Volta Redonda,
Flamengo, até chegar à Chapecoense. O ex-treinador destacou que o atleta estava
animado pelo retorno aos gramados, e que ajudou a escolinha dele quando ainda
jogava pelo Flamengo.
“O
Marcelo sempre se caracterizou pela humildade e simplicidade. Nunca abriu mão
das raízes dele. E nos momentos de férias ele dava muita atenção aos amigos. Na
escolinha ele deu 35 pares de tênis novos para os meninos que não tinham
condição, 35 bolas novas para a escolinha, que é um projeto social no Bairro
Borboleta. Como ele teve uma passagem comigo, teve esse momento de gratidão,
fiquei muito feliz. Foi muito amigo, por isso essa comoção toda. Mas estou com
muita esperança que ele possa estar vivo”, afirmou.
Queda de avião com delegação da
Chapecoense
O
avião que transportava a delegação da Chapecoense para a primeira partida da
final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional fez um pouso forçado na
madrugada desta terça-feira na região de Antióquia, em gravíssimo acidente na
Colômbia. Segundo informações do chefe da polícia colombiana, José Acevedo, 75
pessoas morreram e seis sobreviveram.
O
zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann estão entre os
sobreviventes, sendo que Follmann teve uma perna amputada. Os outros três que
escaparam vivos da tragédia são o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes
da tripulação: Ximena Suárez e Erwin Tumiri. O goleiro Danilo chegou a ser
resgatado com vida, mas não resistiu e morreu no hospital.

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