Técnico do Botafogo descarta marcação individual em Diego.

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Foto: Vitor Silva / SSPress / Botafogo

GLOBO
ESPORTE
: Véspera de clássico no Maracanã. O clima é de ansiedade… Mas também
estratégias. Do “bicho” mais alto ao mistério, o Botafogo está armado
para enfrentar o Flamengo neste sábado, às 17h (de Brasília), pela 34ª rodada
do Campeonato Brasileiro. Com três volantes, como treinou em atividade fechada
durante a semana? Jair Ventura não confirma. Em entrevista coletiva na manhã
desta sexta-feira, após mais um trabalho às escondidas, o treinador despistou e
diz ter carta na manga.

– Não
tem muito segredo, o time do Flamengo não tem mudado muito. A nossa escalação
teria um segredo, mas vocês sempre dão um jeito de descobrir tudo, ou quase
tudo. Mas eu tenho uma estratégia para enganar vocês aí (risos) – afirmou o
comandante alvinegro, que descartou marcação especial em Diego.
– Não
trabalho com marcação individual, fazemos por zona. O Diego é um jogador
diferencial. A equipe do Flamengo é muito boa, temos que estar atentos a todos.
É um time bem ofensivo, bem armado. Eles têm muitas possibilidades de atacantes
de ponta. Isso é bom para o treinador, quando tem muitas opções. Tem várias
coisas boas, mas vamos deixar isso internamente.
A
surpresa de Jair pode ser Diogo Barbosa, lateral-esquerdo que vinha sendo
improvisado no meio de campo antes de se lesionar. Recuperado de um problema no
tornozelo direito depois de aproximadamente um mês fora da equipe, o ala é um
forte candidato a jogar como ponta contra o Flamengo, seja de início ou no
decorrer da partida.
– O
Diogo é um cara privilegiado. Ele perdeu muito pouco na parte física, ficou
acho que 27 dias parado. Mas a lesão acaba perdendo o ritmo de jogo. Ele tem
uma chance aí… (risos).
Com 54
pontos, o Botafogo é o quinto colocado do Brasileiro e, restando cinco rodadas
para o fim, tem 84% de chances de se classificar para a Taça Libertadores de
2017 segundo cálculos do matemático Tristão Garcia. Mas Jair evita falar no
principal torneio da América do Sul, mesmo após se livrar do risco de rebaixamento.
Mas nesta sexta afirmou que a vaga não é obrigação.

– A
maior decepção seria se fôssemos rebaixados. Agora é uma pressão gostosa. A
gente não tem a obrigação de se classificar para a Libertadores, mas vamos
fazer o máximo para deixar o Botafogo na zona de classificação. Se não
conseguirmos, pelo menos a torcida pode ficar tranquila que demos o nosso
máximo – opinou.

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