Diretor da CBF descarta cancelar jogo da Chapecoense.

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Foto: Wesley Santos/Estadão Conteúdo

BAND: Apesar
de toda a repercussão negativa do pedido do presidente da Confederação
Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo del Nero, para a diretoria da Chapecoense
não desistir da última rodada do Campeonato Brasileiro, e de o Atlético Mineiro
avisar que não vai jogar de jeito nenhum, o diretor de competições da entidade,
Manoel Flores, garante que não há a possibilidade de cancelar o jogo.

“O
WO, tratado no artigo 53, se caracteriza no não-comparecimento do clube à
partida, acarretando a perda de três pontos e no placar de 3 a 0. A gente
entende que é isso que o Atlético decidiu. Obviamente, todo o protocolo da
partida precisa ser feito, para seguir a parte protocolar, técnica, podendo até
haver um W.O. duplo. Mas não há dispositivo para o cancelamento da
partida”, disse Flores em entrevista ao SporTV.
De
acordo com ele, a CBF precisa enviar árbitros para Chapecó no próximo dia 11 de
dezembro, domingo, e criar todas das condições burocráticas para que a partida
aconteça. 

“É muito importante registrar que a questão protocolar é a
presença da arbitragem, aguardando os 30 minutos e encerrando a partida. Esta é
uma questão puramente legal, de procedimento, que precisa ser tomada”,
afirmou.

Na
quarta-feira, o novo presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo, disse que conversou
com Del Noro e que o presidente da CBF pediu que fosse feito um grande evento
em Chapecó. 

“Eu falei para ele que não tinha 11 jogadores para colocar em
campo e ele me pediu para escalar os jogadores que não viajaram e também os
garotos do time de juniores”, contou Tozzo, que era vice até o falecimento
do presidente Sandro Pallaoro no acidente aéreo.

A
ideia da CBF era fazer uma homenagem para o clube. 

“Ele me disse que não
importa o resultado. Tem que fazer uma grande festa porque todos nós (da
Chapecoense) merecemos”, completou Tozzo.

O Atlético-MG,
que já havia pedido o cancelamento do jogo, decidiu radicalizar nesta
quinta-feira, avisando que não entra em campo e que perderá por W.O. 

“Vim
aqui somente informar que o Atlético-MG não irá jogar, não irá até Chapecó
jogar a última partida. A gente acredita no esporte, a gente respeita a dor.
Não é o momento para cobrar de jogador nenhum a essência do esporte”,
disse o presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno.

“Então,
já comuniquei a CBF, que concorda. Já conversei com o presidente da CBF, Marco
Polo, que concordou. Nessa partida o Atlético-MG não irá. Provavelmente, a
maior punição é a perda dos três pontos”, explicou Nepomuceno. Com a
recusa em entrar em campo, o time mineiro irá terminar a competição no quarto
lugar, com os 62 pontos que tem atualmente.

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