Arena Amazônia abre as portas para Flamengo em outros torneios.

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Foto: Divulgação/Secom

GLOBO
ESPORT
E: A Arena da Amazônia, em Manaus, será um dos estádios afetados com a
proibição da CBF da venda de mando de campo do Campeonato Brasileiro deste ano.
E, para não ser prejudicado com a falta de jogos da competição, já que os
clubes locais não conseguem levar público, a gestão da praça esportiva, no caso
o Governo do Amazonas, vai se unir com outros estados e estuda até mesmo entrar
na Justiça contra a decisão. Veja no vídeo acima

– Eu
já procurei todos os estados que estavam fazendo isso (recebendo jogos do
Brasileiro). No caso Mato Grosso, Brasília (Distrito Federal), Arena das Dunas,
em Natal (Rio Grande do Norte), e o Amazonas. Então nós estamos nos juntando
para fazer uma decisão em conjunto. Eu estou inclusive estudando a
possibilidade entrar na Justiça contra isso – disse o secretário de esportes do
Amazonas, Fabrício Lima, ao ressaltar que a proibição também refletirá no
futebol local.
– Com
a decisão da CBF, a gente perde a oportunidade de arrecadar recurso. Inclusive
reflete no Campeonato Amazonense. Porque com esse dinheiro arrecadado, nós não
cobrávamos nada dos clubes do Amazonas para jogar na arena – disse.
A
venda de mandos de jogos já vinha sendo realizada há anos. Mas ano passado, a
CBF já tinha sinalizado algo próximo, quando proibiu os clubes de vender os
mandos nas cinco últimas rodadas do Brasileiro. A sugestão, neste ano, foi
feita pelo Atlético-MG e teve 14 votos a favor contra seis contra.
Medidas alternativas
Caso
não tenha um resultado positivo em relação à volta da venda de mandos de campo,
o secretário da Sejel afirmou que buscará outras alternativas. Além dos shows e
eventos, buscará renda para o estádio de Manaus com partidas da Libertadores,
Copa do Brasil e Sul-Americana e Primeira Liga.
– Nós
já estamos trabalhando com todos os clubes brasileiros que disputam Copa
Libertadores da América, Copa do Brasil, Sul-Americana e a Liga Nacional de
Clubes (Primeira Liga) para que nós possamos já captar esses jogos. Falei com
alguns presidentes de clubes, como Flamengo, Atlético-MG, o Vasco… Para
tentar fugir do Campeonato Brasileiro. Só que ainda assim, a quantidade de
jogos é infinitamente menor do que o que acontece no Campeonato Brasileiro na
Série A e Série B – completou.
Dependência de jogos de fora
Em
2016, a Arena da Amazônia recebeu 38 jogos. Entre os jogos de destaque, o
estádio foi palco de partidas do Torneio Olímpico e ainda de um duelo das
Eliminatórias da Copa 2018, entre Brasil e Colômbia. Além disso, teve seu maior
público com o duelo entre Vasco e Flamengo, pela semifinal do Campeonato
Carioca.
Ao
custo de R$ 669,5 milhões, a Arena da Amazônia foi construída especialmente
para a Copa do Mundo, competição em que recebeu quatro partidas, com a presença
de seleções como Itália, Inglaterra e Portugal. Desde 2014, a direção do
estádio tem que “se virar nos 30”, com um gasto mensal de
aproximadamente R$ 550 mil. Para se ter uma ideia, nos últimos dois anos o
estádio fechou o ano com déficits. Em 2015, o prejuízo foi de R$ 7,3 milhões.
Já na temporada passada, apesar de muitos jogos, também terminou o ano no
vermelho: R$ 5,4 milhões.

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