Bahia quem liderou movimento contra a venda de mandos.

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Foto: LUCAS FIGUEIREDO/CBF

ESPN: O
futebol brasileiro, nos últimos dias, tem visto clubes rivais se unirem em
torno de ideias em comum. No Paraná, Coritiba e Atlético bateram de frente com
a federação local e a TV detentora dos diretos do estadual. No Rio, Vasco e
Flamengo bateram pé e não entrarão em campo com torcida única no estádio. Outra
união, desta vez bem menos escancarada, é a da dupla Ba-Vi.

Bahia
e Vitória participaram, na segunda-feira, do Conselho Técnico do Campeonato
Brasileiro 2017. No encontro, foram votados alguns pontos polêmicos com relação
à Série A, como o veto ao gramado sintético a partir do próximo ano, limite no
número de atletas inscritos e venda do mando de campo para fora do estado do
clube mandante. Nos três itens, tricolores e rubro-negros concordaram.
Para
Marcelo Sant’Ana, presidente do Bahia, o gramado sintético não atrapalha a
qualidade do jogo. 

“A Fifa dá o ‘ok’ e as arenas têm problemas de
iluminação solar. Muitos clubes também possuem gramado sintético em seus
CTs”, argumentou o dirigente, que se posicionou através do Twitter.

Em
contato com o blog, o presidente do Vitória, Ivã de Almeida, compactua com o
rival, mas fez uma ponderação. 

“Não gosto de tomar uma decisão sem
avaliar. É preciso se permitir uma experiência maior este ano, para que
tenhamos uma posição definitiva. Me posiciono favorável a um maior
acompanhamento desta questão. Preciso ser coerente e sensato”.

Eurico
Miranda, presidente do Vasco, foi quem propôs a proibição do uso de grama
sintética na Série A. Foi acompanhado pela maioria dos dirigentes presentes à
reunião.
Outro
ponto discutido foi o limite de atletas inscritos na Série A. A dupla Ba-Vi
defendeu a ideia de 33 jogadores e utilização da base, mas foi minoria e a
proposta acabou sendo vetada. 

“Poderiam ter 10 trocas e livre uso do
sub-20 com contrato ativo, para valorizar planejamento e equilíbrio
financeiro”, disse Sant’Ana, que tem mesma ideia de Ivã. 

“As equipes
que possuem maior poder aquisitivo não estão preocupadas com a base. Elas têm
dinheiro para contratar qualquer jogador. Queremos um equilíbrio técnico do
campeonato, que acaba sendo desequilibrado por causa da questão
econômica”, disse o presidente rubro-negro.

Com
relação à venda de mando de campo, único ponto em que a maioria dos clubes
votou contra, tricolores e rubro-negros são unânimes. 

“O Bahia defende uso
de um único estádio por clube em toda a Série A. Condições iguais contra cada
adversário”, disse Marcelo Sant’Ana. “Quando se faz essa venda, tem a
questão do equilíbrio do torneio. Se um clube tem um determinado interesse
dentro do campeonato e vai jogar nestas condições, você está mexendo nesse
equilíbrio”, ponderou Ivã de Almeida.

O
presidente do Bahia, inclusive, foi quem liderou a ideia de vetar a venda de
mando de campo já a partir da primeira rodada – ao contrário de boa parte dos
dirigentes, que concordavam com a medida apenas nas cinco últimas.
O
Bahia estreia no Campeonato Brasileiro contra o Atlético-PR, pivô da polêmica
questão do gramado sintético, mas na Arena Fonte Nova. Enquanto isso, o Vitória
visita o recém-promovido Avaí, na Ressacada.
O
primeiro clássico Ba-Vi na Série A 2017 acontecerá na 11ª rodada, no Barradão.
Até lá, tricolores e rubro-negros parecem seguir de mãos dadas na busca por
condições melhores dentro da elite do futebol brasileiro.

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