Bandeira reprova torcida única e cobra punição a torcedores.

19
Foto: Reprodução SporTV)

SPORTV:
Depois da briga entre as torcidas de Flamengo e Botafogo, domingo antes da
partida entre os dois times no Engenhão, que resultou na morte de um torcedor,
o Ministério Público Estadual decidiu entrar com ação no Juizado do Torcedor e
Grandes Eventos, nesta quarta-feira, pedindo que os clássicos do futebol
carioca tenham torcida única. O promotor Rodrigo Terra baseia o pedido no fato
de o Brasil ser o recordista mundial em mortes de torcedores por causa de
brigas envolvendo as organizadas.

Para
Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, a torcida única nos
clássicos seria o fim do futebol carioca e ainda não resolveria o problema. De
acordo com o dirigente, a solução da violência nos estádios passa por uma
punição rigorosa às pessoas diretamente envolvidas nas confusões.
– Sou
totalmente contra. Acho que isso seria uma pá de cal no futebol carioca e que
não resolve o problema. As mortes vão continuar longe do estádio como quase
sempre acontecem. Além disso, às vezes, acontecem conflitos entre torcidas do
mesmo clube. A única solução é a punição rigorosa das pessoas físicas – afirmou
o presidente do Flamengo.
Na
ação do Ministério Público Estadual, o promotor Rodrigo Terra pede ainda que
seja proibida a distribuição de ingressos para torcidas organizadas por clubes,
pela CBF e pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro. O MP ainda exige que os
quatro grandes clubes cariocas, a FERJ e a CBF sejam obrigados a cadastrar
todos os integrantes das torcidas organizadas. As informações do sistema seriam
usadas para, caso seja necessário, negar o acesso aos estádios aos torcedores
violentos.
 – Ao longo dos anos e, quiçá, décadas,
diversos procedimentos têm sido instaurados e ações civis públicas ajuizadas
para tratar de condutas graves, como a participação e o envolvimento de
torcidas organizadas em brigas, atos de violência, rixas, homicídios – escreve
o promotor de Justiça Rodrigo Terra, responsável pelo ajuizamento da ação civil
pública.
O
Estatuto do Torcedor prevê que a entidade com mando de campo deve articular as
medidas necessárias para garantia da segurança antes, durante e depois do
evento. Além dos quatro grandes clubes do Rio, a Confederação Brasileira de
Futebol (CBF) e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) são
réus do processo por serem responsáveis pela organização dos campeonatos e
garantia de segurança dos torcedores.

COMENTÁRIOS: