Climão! Flamengo x Vasco de sábado promete.

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Rodrigo e Guerrero durante Flamengo x Vasco – Foto: Matthew Stockman/Getty Images

UOL: Flamengo
e Vasco protagonizam uma das maiores rivalidades do Brasil. No próximo sábado
(25), os times voltam a se encontrar após quase um ano e decidem a vaga na
final da Taça Guanabara – o Rubro-negro tem a vantagem do empate. Mas o
clássico já esquentou antes mesmo da definição do estádio que o receberá. O fim
de semana foi marcado pelas vitórias dos arquirrivais e trouxe à tona o que
andava adormecido.

Provocações,
um incômodo tabu para o Rubro-negro e a polêmica da torcida única estão entre
as principais razões. O UOL Esporte explica o que aumentou a temperatura de um
duelo sempre muito esperado pelas duas torcidas.
O “esquenta” com as provocações
Como
nos velhos tempos, dois jogadores utilizaram declarações que andam em falta no
futebol atual quando questionados sobre a semifinal. Embora, ainda que
provavelmente sem a intenção de provocar o adversário, o vascaíno Thalles e o
rubro-negro Guerrero esquentaram o duelo.
Após
garantir a vitória do Cruzmaltino sobre a Portuguesa por 1 a 0, Thalles falou
sobre a semifinal e mostrou como o clube de São Januário trata o compromisso
com o Flamengo – mesmo que o adversário não estivesse definido. 

“Vamos
descansar e tentar chegar forte na semifinal. Sábado ou domingo é guerra”.

Já o
peruano Paolo Guerrero mostrou que a confiança está em alta pelos lados da
Gávea e foi ousado na declaração depois da goleada por 4 a 0 sobre o Madureira. 

“O Flamengo vai ser favorito onde seja. Com empate ou não, o Flamengo vai
ser sempre favorito em um jogo contra o Vasco”.

Vasco defende invencibilidade de nove
jogos
O
Flamengo pode até ter a vantagem do empate para chegar à final da Taça
Guanabara, mas o Vasco comanda o duelo desde 12 de abril de 2015. São nove
jogos de invencibilidade cruzmaltina – seis vitórias e três empates. Durante o
período, o Rubro-negro foi eliminado da Copa do Brasil e ficou pelo caminho
duas vezes no Campeonato Carioca.
O
presidente vascaíno Eurico Miranda costuma tratar o clássico como um
“campeonato à parte”. No Flamengo, a rivalidade é grande, ainda que
não se tenha discursos como o do mandatário de São Januário. Independentemente
disso, o tabu incomoda. O técnico Zé Ricardo falou sobre o problema.
“É
uma história nova. O que passou, passou. Temos que focar na melhora da nossa
performance. Perdemos muito para o Vasco e existem profissionais de capacidade
do lado de lá. Vamos tentar neutralizá-los e conquistar a vaga na final”.
Torcida única ou semifinal fora do Rio de
Janeiro?
Por
conta do pedido do Ministério Público e da liminar obtida pelo Juizado Especial
do Torcedor e dos Grandes Eventos do Rio de Janeiro, os clássicos no Estado
devem ser realizados com torcida única – somente os mandantes terão torcedores
no estádio. O governo recorreu e aguarda a cassação da liminar.
Eurico
Miranda já avisou que o Vasco não entra em campo com torcida única e o jogo
pode ser realizado fora do Rio de Janeiro. O Flamengo está disposto a discutir
a ideia e entrar em acordo com o clube rival e a Ferj (Federação de Futebol do
Estado do Rio de Janeiro).
Pelo
regulamento do Campeonato Carioca, os dois times de melhor campanha na primeira
fase (Flamengo e Fluminense) têm direito aos mandos de campo, além da vantagem
do empate nas semifinais dos turnos. No entanto, o mandante é especialmente
burocrático – pedido de policiamento, logística, venda de ingressos, etc – de
acordo com o Artigo 45. O Regulamento Geral de Competições determina divisão
igualitária de torcidas.
Se a
liminar for cassada, o clássico será realizado no Engenhão. Caso contrário, a
tendência é mesmo de jogo longe do Rio de Janeiro e com as duas torcidas no
estádio. Mesmo longe de casa, a rivalidade seguirá viva. O “Clássico dos
Milhões” está mais quente do que nunca.

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