Ex-Presidente questiona substituto de Muralha no Flamengo.

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Foto: Gilvan de Souza

KLEBER
LEITE:
Conforme imaginamos, o pessoal do futebol do Flamengo, usando bem a
cabeça, definiu um time quase B para o jogo de hoje, contra o América Mineiro,
em Brasília, pela Copa da Primeira Liga, competição que sequer está incluída no
calendário oficial, portanto, nenhuma importância tem.

De
qualquer forma, será muito bom ver como anda o zagueiro argentino Donatti,
assistir à estreia do lateral esquerdo Renê e poder ver melhor o colombiano
Berrío. Do time titular, só dois vão jogar.
Aliás,
a meu conceito, sem nenhuma necessidade, pois no momento, Muralha e Éverton,
não têm substitutos a altura. Se é assim, por que escalá-los em jogo que não
vale nada?
Continuo
indagando: Se Muralha tiver algum problema, quem será o goleiro na
Libertadores?
Torcida única?
O
Ministério Público Estadual deu ontem o primeiro passo no sentido de que os
jogos no Rio de Janeiro, independente de que competição seja, tenham apenas a
torcida do clube mandante.
A bem
da verdade, esta iniciativa não representa nenhuma novidade nacional. Em Minas
Gerais e em São Paulo esta medida já foi adotada, muito embora, em Belo
Horizonte, sem que nenhum problema fosse registrado, o último clássico –
Cruzeiro x Atlético – foi realizado com as duas torcidas presentes no Mineirão.
As
reações dos clubes aqui no Rio foram distintas. O Flamengo, através de nota
oficial, assinada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, demonstra
inconformismo com a ação do Ministério Público Estadual, enquanto que o Fluminense,
por meio de depoimento de seu presidente, se rendeu à iniciativa.
Querem
saber o que acho da ideia? Coisa de quem quer se livrar do problema sem ter
trabalho. Simples, assim.
Antes
de se chegar a esta medida extrema, que compromete uma das mais lindas
manifestações populares do país, tudo deve ser tentado e, o início, deve ser um
amplo debate na tentativa de se encontrar soluções. O segundo passo, colocar em
prática o que for decidido.
Não é
possível que, Governo do Estado, Ministério Público, CBF, FERJ e clubes, não se
reúnam e, trabalhando duro, não caminhem para uma solução.
Seria
de pedir o boné, comprando passagem só de ida para qualquer lugar civilizado,
capitular por falta de um mínimo de esforço, de trabalho, de falta de vergonha
na cara. De ser conivente com esta iniciativa, que liquida um dos mais lindos
espetáculos populares do país.
Imaginar
um FLA x FLU com uma só torcida é de cortar a alma…
Vamos
tentar? Vamos trabalhar?
Quem
começa? Quem rola esta bola tão importante?

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