FERJ reprova torcida única no Campeonato Carioca.

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Foto: Marluci Martins

MARLUCI
MARTINS
: O presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj), Rubens Lopes,
rebateu a ação civil pública do Ministério Público Estadual (MPE), que pede
torcida única nos clássicos cariocas. Na avaliação do dirigente, a medida não
coibirá a violência. O presidente da Federação considera que os conflitos
dentro dos estádios são insignificantes em comparação com as barbáries
praticadas nas ruas.


Ressalte-se que no interior dos estádios a incidência e a prevalência de
distúrbios ou atos de violência são estatisticamente insignificantes, em total
contraste com os conflitos e barbáries que ocorrem rotineira e frequentemente
nas ruas, fatos estes que provavelmente não venham a ser prevenidos ou evitados
com o estabelecimento de torcida única – diz o dirigente, que faz questão de
destacar que a Ferj não tem responsabilidade sobre a distribuição de ingressos.
Rubens
Lopes chama a atenção para, entre outras consequências, o prejuízo financeiro
que a medida acarretaria:
– A
nosso ver o estabelecimento obrigatório de torcida única nos estádios pune o
verdadeiro torcedor, impedindo-o de ver o seu time; pune um clube por reduzir a
probabilidade de arrecadação; pune um clube por ser obrigado a jogar tendo
contra si apenas a torcida adversária e não impede as manifestações
sociopáticas.
Na
avaliação do presidente da Federação, a violência no entorno dos estádios é
premeditada e nada tem a ver com o calor do jogo.
– Não
se trata de torcida, mas de facções que não se intimidam, que marcam atos de
violência pelas redes sociais; que desenvolvem suas atividades
predominantemente fora dos estádios, e muitas vezes à distância dos mesmos,
sempre em busca do ataque às outras facções, numa verdadeira guerra pela
disputa territorial e pelo poder econômico, ou ainda pelo simples prazer de
fazer o mal, sem freios e sem limites. Os fatos e os números mostram isso com
muita clareza e de forma incontroversa – destaca.
Apesar
de não apoiar a sugestão do MP, o dirigente garante que acatará o que for
determinado.
A FERJ
cumprirá rigorosamente as decisões legais e coloca-se, como sempre o fez, à
disposição para debater e contribuir para a solução dos problemas.

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