Flamengo se dispõe a pagar pela segurança em estádios.

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Foto: REPRODUÇÃO ESPN

ESPN: Mesmo
com altas taxas já cobradas no Rio, Flamengo e Botafogo se mostraram dispostos
ao pagamento do policiamento em dias de jogos, conforme projeto de Lei
apresentado pelo Blog nesta terça-feira. O Fluminense prefere não se manifestar
e o Vasco ainda não retornou.

A Ferj
também foi consultada. Embora a entidade lembre que a “segurança do
cidadão é responsabilidade do Estado”, concorda ser justa a remuneração em
eventos particulares.
“A
Federação de Futebol do Rio de Janeiro, em princípio, entende até ser justo a
remuneração por serviços particulares, que não sejam obrigação do Estado. A
segurança do cidadão é responsabilidade do Estado. Obviamente que é necessário
uma discussão mais ampla sobre o objeto e que o PL atinja não só o futebol, mas
todos os eventos. É um caso complexo que merece reflexões, bom senso e
estudo”, disseram em nota.
O que disse o Flamengo, através da
assessoria de imprensa:
“Pessoalmente,
o presidente (Eduardo Bandeira de Mello) é amplamente a favor da ideia. Mas o
tema precisa ser discutido internamente no Flamengo. De qualquer forma, ele vê
com bons olhos”
O que disse o presidente do Botafogo,
Carlos Eduardo Pereira:
“Não
li o projeto, mas é um caso a estudar. Embora já pagarmos a segurança privada,
vale ver detalhadamente. Dependendo da cobertura que vão nos dar, pode ser uma
boa ideia”.
Pagamento iria direto para o policial
O post
publicado nesta terça-feira continha um erro em relação aos valores e ao destino
da taxa. Segundo um dos autores do projeto de Lei, o capitão Cleber Moura, que
auxiliou o deputado Roserverg Reis (PMDB) na elaboração da proposta, o valor a
ser pago pelo policiamento no dia dos jogos iria direto para o policial:
“As
partidas de futebol no Brasil são negócios de natureza privada onde todos
aqueles que promovem, organizam ou coordenam estes eventos esportivos percebem
vantagem financeira com sua realização, incluindo neste rol as confederações,
federações, ligas, clubes, associações de torcedores, e não é pertinente que a
sociedade financie, através do pagamento de impostos, a segurança em eventos
privados, com fins lucrativos, disponibilizando um grande efetivo de agentes de
segurança pública sem qualquer contrapartida por parte dos clubes que detêm o
mando de jogo na partida”, justificou o capitão que é ex-integrante do
Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE).
Uma
outra taxa, que também passaria a ser cobrada, iria para a corporação. Seriam os
custos referentes às vistorias que a PM faz para liberação dos estádios,
anualmente. O valor para o Maracanã (estádio com capacidade maior que 30 mil
lugares) seria de cerca de R$ 12 mil.
Pela
proposta, a corporação deverá investir o montante em “realização de
programas de ensino, especialização, treinamento, qualificação, aperfeiçoamento
e reciclagem dos Policiais Militares, bem como aquisição, manutenção, ampliação
e modernização de equipamentos, máquinas, bens móveis e imóveis de preservação
da ordem pública”.

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