Flamengo x Vasco é só mais um jogo antecedido por impasse.

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Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

LANCE:
O impasse segue tomando conta da realização do clássico entre Flamengo e Vasco.
Ainda na expectativa para saber onde a semifinal da Taça Guanabara acontecerá,
e se ela está confirmada para o sábado de Carnaval, os dois clubes entraram
para uma lista um tanto quanto incômoda da história do futebol nacional.

Não
é a primeira vez que problemas extracampo seguram a audiência de torcedores em
torno de partidas e até competições. O LANCE! traz alguns dos mistérios que
esperaram até o último capítulo para saber se tiveram um final feliz.
1987 – A (COPA) UNIÃO PERDE A FORÇA
Por
discordarem da interferência da CBF, que decidiu que o vencedor da Copa União
seria confirmado em um quadrangular entre campeão e vice do Módulo Verde, e
campeão e vice do Módulo Amarelo, Flamengo e Internacional abandonaram o
restante da competição. O Sport sagrou-se campeão após superar o Guarani, mas o
Fla ainda pleiteia na Justiça o título de campeão de 1987, concedido pela CBF
ao clube pernambucano.
1988 – REGULAMENTO-SURPRESA NO
BRASILEIRÃO!
A
desorganização imperou no Brasileiro de 1988. Às vésperas da competição,
regulamento e até a escala de árbitro não estavam estabelecidos. Inovação
promovida pela CBF, a disputa de pênaltis após jogos que terminassem empatados
também rendeu uma situação inusitada: árbitro e atletas de Vitória e América só
ficaram a par da regra no intervalo do jogo.
A
regra não foi bem recebida por todos os clubes: após empatarem em 1 a 1 no dia
3 de setembro, Fluminense e Botafogo se recusaram ir para a marca de cal no Maracanã.
O estádio foi reaberto no dia 5 de outubro (data da promulgação da
Constituição) somente para a disputa de pênaltis, e teve vitória por 5 a 4 do
Tricolor das Laranjeiras.
1993 – NÃO VAI TER JOGO!
O
Palmeiras entrou em campo para o confronto com o Vasco em uma noite de
quarta-feira pelo Brasileirão, mas… o adversário não compareceu. Amparado por
uma medida cautelar que exigia um descanso mínimo de 66 horas entre jogos aos
atletas (a equipe enfrentara o Guarani na segunda-feira), o Cruz-Maltino sequer
foi a São Paulo. O duelo foi remarcado.
1997 – PARALISAÇÃO E ABANDONO NO CARIOCA
Amparado
no fato do Vasco ter quatro jogadores cedidos à Seleção Brasileira (Carlos
Germano e Edmundo na principal que disputava a Copa América, e Hélton e
Pedrinho disputando o Mundial Sub-20), o dirigente Eurico Miranda paralisou o
Estadual por cerca de um mês. A decisão atrasou o Terceiro Turno e despertou
irritação do Flamengo, que abandou a sequência do Estadual, a ponto de não
entrar em campo diante de Americano e Vasco.
1998 – CARIOCA, A GENTE NÃO QUER JOGAR
MAIS…
As
mudanças de datas nos jogos do Vasco pelo Campeonato Carioca de 1998 fizeram os
outros grandes adversários tomarem uma medida drástica. Na reta final da Taça
Rio, Flamengo, Fluminense e Botafogo passaram a não comparecer em jogos. O
Rubro-Negro e o Fogão não enfrentaram o Cruz-Maltino, e a dupla Fla-Flu fez um
WO duplo.
1999 – UM PARA LÁ, OUTRO PARA CÁ EM
CLÁSSICO
Uma
desavença quanto ao mando de campo rendeu polêmica no duelo entre Vasco e Fluminense,
no Torneio Rio-São Paulo. Vascaínos entraram em campo para o clássico em São
Januário, enquanto tricolores, na hora marcada, foram para o jogo no Maracanã.
O Cruz-Maltino foi derrotado por WO.
1999 – DECISÃO DE BRASILEIRO TEM HORA!
Marcada
originalmente para as 16h de uma quarta-feira, a decisão do Brasileirão de 1999
teve seu horário mudado graças a uma decisão judicial: o então prefeito de São
Paulo, Celso Pitta, entrou com uma solicitação cautelar para não permitir que o
duelo começasse antes das 21h. Seu objetivo era prevenir tumultos no trânsito e
na rotina da cidade. O jogo foi disputado a partir das 21h40.

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